Lionel Messi terá, enfim, a oportunidade de medir forças com a Inglaterra em um jogo oficial de Copa do Mundo. A aguardada semifinal está marcada para esta quarta-feira, em Atlanta, e coloca frente a frente duas das seleções mais tradicionais do futebol internacional.
A partida, descrita pela Associação de Futebol Argentina (AFA) como “a que o destino devia a Messi”, carrega peso histórico. Desde que estreou pela Albiceleste em 2005, o atacante de 39 anos já encarou Brasil, Uruguai, Alemanha, Itália, Espanha e França, todos campeões mundiais, mas nunca cruzou o caminho dos ingleses. A chance inédita chega em meio a uma campanha repleta de jogos dramáticos, tema recorrente na editoria de Tendências.
Retrospecto entre Argentina e Inglaterra
O encontro mais recente entre os dois países ocorreu em novembro de 2005, num amistoso em Genebra. Na ocasião, Wayne Rooney e Michael Owen — autor de dois gols — viraram a partida para 3 x 2, anulando os tentos de Hernán Crespo e Walter Samuel. Messi não participou daquele jogo: ainda cumpria suspensão pelo cartão vermelho recebido em sua estreia contra a Hungria meses antes.
Quase duas décadas depois, o capitão argentino chega com status de ídolo global e sete Bolas de Ouro no currículo. A rivalidade, reforçada por episódios marcantes como o “Gol do Século” de Diego Maradona em 1986, ganha um novo capítulo sob o comando de Messi.
Caminho argentino até a semifinal
A Argentina atravessou um mata-mata de tirar o fôlego. Primeiro, derrotou Cabo Verde por 3 x 2 na prorrogação. Em seguida, virou sobre o Egito, também por 3 x 2, depois de estar perdendo por dois gols a 11 minutos do fim. Nas quartas, superou a Suíça por 3 x 1, novamente no tempo extra.
Contra os suíços, Messi não balançou a rede — algo que não acontecia desde a vitória por 2 x 0 sobre a Polônia na fase de grupos do Mundial do Catar, em 2022. Ainda assim, foi decisivo: serviu Alexis Mac Allister no lance que abriu o placar. Após o apito final, comentou a maratona de jogos. “Precisamos descansar porque viemos de um grande desgaste, que o grupo obviamente sente, e chegar na melhor condição possível para continuar fazendo o que temos feito: competir”, disse aos repórteres.
Olhares voltados para o camisa 10
A presença de Messi também chama atenção do lado adversário. O ex-defensor da seleção inglesa e atual comentarista da BBC, Micah Richards, avaliou o duelo:
“A Inglaterra pode ser mais rápida que a Argentina, mas eles têm aquele gênio chamado Messi. Todos jogam para ele. Marcá-lo é impossível porque ele não volta para a defesa.”
A declaração ecoa o planejamento da equipe europeia, que aposta na velocidade para superar a experiência sul-americana. Já os argentinos confiam na inspiração de seu capitão para chegar à final e buscar o tricampeonato mundial.
Para Messi, a semifinal representa não apenas um confronto inédito, mas a chance de adicionar mais um feito singular à carreira: enfrentar, e possivelmente vencer, todos os campeões do mundo. Se depender do roteiro dramático que tem marcado a campanha argentina, o duelo em Atlanta promete emoções até o último minuto.
ASSINATURA: Editorial S&N


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