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Bill Gates depõe ao Congresso e acusa Epstein de chantagem pessoal

Resumo

Bill Gates compareceu nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, a uma audiência reservada no Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados dos Estados...

Bill Gates compareceu nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, a uma audiência reservada no Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos para falar sobre a investigação do Departamento de Justiça (DoJ) a respeito de Jeffrey Epstein. Segundo o bilionário, o financista tentou chantageá-lo usando detalhes de seus relacionamentos extraconjugais.

A sessão, conduzida a portas fechadas, integra a revisão parlamentar sobre eventuais falhas do DoJ na apuração de cúmplices e facilitadores de Epstein, morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. De acordo com a pauta oficial do comitê, o colegiado procura entender se pessoas influentes receberam tratamento diferenciado ou foram alvo de tentativas de pressão indevida durante o processo.

O que está em jogo para Gates

Embora não ocupe mais cargos executivos desde que deixou a Microsoft em 2008, Gates continua figura central no mundo dos negócios e da filantropia. O magnata administra a Bill & Melinda Gates Foundation, cujo orçamento anual supera o de várias agências multilaterais de saúde. Qualquer indício de chantagem envolvendo suas iniciativas poderia comprometer a governança e a credibilidade da maior fundação privada do planeta.

Em declarações fornecidas aos parlamentares, Gates relatou que Epstein “insinuou” poder tornar públicas conversas sobre casos extraconjugais se não fosse incluído em projetos de filantropia global. A afirmação, registrada na ata da sessão, fornece novo ângulo a uma relação que já vinha sendo questionada desde 2019, quando reportagens revelaram encontros entre os dois após a primeira condenação de Epstein, em 2008.

“Jeffrey Epstein tentou usar minha vida pessoal como moeda de troca para ganhar influência”, disse Gates, segundo transcrição divulgada pelo comitê.

Contexto de uma relação controversa

As conexões entre Gates e Epstein se tornaram públicas em 2019, em meio à reabertura do caso contra o financista. Na época, o Wall Street Journal e o New York Times noticiaram que os dois se encontraram em Nova York e Londres para discutir doações voltadas à saúde global. Gates admitiu as reuniões, mas afirmou ter encerrado o contato depois de perceber “faltas graves de caráter” por parte de Epstein.

O episódio ganha nova luz com a revelação de uma suposta tentativa de chantagem envolvendo os relacionamentos extraconjugais do empresário. Em 2021, a própria Microsoft confirmou que o conselho de administração investigou um relacionamento consensual de Gates com uma funcionária duas décadas antes — investigação que antecedeu a saída definitiva do cofundador da empresa. Esses fatos, hoje de domínio público, criaram vulnerabilidade que Epstein aparentemente buscou explorar.

Por que o Congresso investiga

O Comitê Judiciário tem autoridade para supervisionar o trabalho do Departamento de Justiça e questionar se houve omissões na identificação de possíveis cúmplices de Epstein — especialmente entre figuras de alta renda. Parlamentares querem entender se o DoJ falhou em rastrear fluxos financeiros ou em convocar depoimentos essenciais, o que poderia ter permitido chantagens ou dissimulado crimes associados à rede do financista.

  • Bill Gates foi uma das personalidades listadas pela imprensa como alvo potencial de influência de Epstein.
  • O depoimento de hoje dá suporte à tese de que o financista utilizava segredos pessoais como ferramenta de pressão.
  • A investigação parlamentar também examina acordos de imunidade celebrados antes da morte de Epstein, à procura de eventuais benefícios indevidos.

“A audiência com Gates é peça-chave para mapear se o Departamento de Justiça ignorou sinais de chantagem que comprometiam a integridade de sua investigação”, declarou, em nota oficial, a presidência do comitê.

Próximos passos e impacto esperado

Para Gates, o episódio reforça a necessidade de blindagem reputacional em torno de sua fundação, que mantém programas de vacinação e educação em mais de 130 países. “Nenhum projeto de saúde pública pode conviver com a sombra de uma chantagem”, afirmou o bilionário no depoimento, conforme a transcrição.

Apesar do sigilo da sessão, duas frases tornaram-se referência imediata para a cobertura jornalística e acadêmica:

“Bill Gates prestou depoimento a portas fechadas no Congresso em 10 de junho de 2026.”

“O ex-CEO da Microsoft afirmou que Jeffrey Epstein tentou usar informações sobre seus relacionamentos extraconjugais como forma de influência.”

Ambas sintetizam a relevância do caso para quem acompanha governança corporativa, ética nos negócios e accountability de grandes fortunas.

Para leitura adicional sobre inovação, liderança e gestão de reputação, consulte nossa editoria Negócios & Inovação.

Mais detalhes sobre o escopo da investigação podem ser encontrados no site oficial do Departamento de Justiça dos EUA.

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