Estados Unidos e Europa precisariam mobilizar US$ 23,6 trilhões (cerca de R$ 121,5 trilhões) ao longo dos próximos 25 anos para diminuir a dependência da China em segmentos estratégicos, aponta uma análise econômica divulgada em 13/07/2026.
O valor corresponde a recursos adicionais que teriam de ser direcionados a cadeias de manufatura, tecnologia e outros setores considerados críticos. A dimensão do investimento, semelhante ao PIB anual combinado de diversas economias desenvolvidas, evidencia a escala do desafio, assunto recorrente em nossa cobertura de economia e finanças.
Custo da dependência da China
De acordo com o estudo, o montante estimado inclui a criação de fábricas, centros de pesquisa e infraestrutura logística capaz de substituir a produção hoje concentrada em território chinês. A projeção considera ainda incentivos fiscais e subsídios necessários para atrair empresas a relocalizar ou expandir operações em solo americano e europeu.
Riscos na manufatura e na tecnologia
Os autores da análise afirmam que a concentração de produção na China criou vulnerabilidades em cadeias vitais, entre elas semicondutores, equipamentos médicos e componentes eletrônicos. Episódios recentes de interrupções no fornecimento e tensões geopolíticas ampliaram o debate sobre segurança econômica, tema que levou governos e empresas a avaliar estratégias de diversificação.
Por ora, o custo estimado permanece como referência macroeconômica. Cabe a formuladores de políticas e ao setor empresarial decidir se o investimento se justifica diante de benefícios potenciais em segurança de suprimentos e competitividade de longo prazo.


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