Apple ingressou com uma ação na Justiça norte-americana acusando a startup de inteligência artificial OpenAI de subtrair segredos industriais, monitorar protótipos de hardware e induzir parceiros a reproduzir técnicas exclusivas de design.
O processo, tornado público esta semana, detalha episódios que, segundo a companhia fundada por Steve Jobs, ferem acordos de confidencialidade e ameaçam sua vantagem competitiva no setor de tecnologia.
Apple OpenAI: alegações de espionagem tecnológica
De acordo com a petição judicial, executivos da OpenAI teriam solicitado a candidatos vindos da Apple que levassem às entrevistas “componentes em desenvolvimento” e “amostras de produtos não lançados”. A empresa afirma que esse pedido incomum visava obter acesso antecipado a projetos ainda sob sigilo.
O documento também menciona a suposta “espionagem de protótipos”, prática em que representantes da OpenAI teriam coletado informações sobre dispositivos que a gigante de Cupertino planeja lançar nos próximos anos.
Personagens centrais da disputa
A queixa concentra-se especialmente nas ações de três ex-colaboradores. Um deles é Tang Tan, veterano de 24 anos na Apple e ex-vice-presidente responsável pelo Apple Watch. Em 2024, Tan trocou a fabricante do iPhone por um projeto encabeçado por “Jony Iv…”, segundo o texto, sem revelar mais detalhes do novo cargo.
Para a Apple, a movimentação desses profissionais estaria ligada à transferência indevida de conhecimento técnico, prática que violaria tanto contratos de trabalho quanto legislações estaduais sobre segredos de negócio.
Metodologia de design em disputa
Outro ponto salientado na ação envolve a alegação de que a OpenAI persuadiu um parceiro estratégico da Apple a executar um “procedimento proprietário de design de produto” sem autorização. A companhia sustenta que esse método, desenvolvido internamente, não estava disponível ao público nem a terceiros.
Em sua contestação, a Apple pede indenização por perdas e proventos e busca uma medida cautelar que impeça a OpenAI de utilizar qualquer material obtido de forma considerada ilícita.
Procuradas pela Justiça, ambas as empresas terão de apresentar provas e depoimentos nas próximas etapas do litígio. Até o momento, a OpenAI não divulgou posicionamento oficial nos autos.


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