Cox Automotive aponta que as vendas de veículos elétricos (EVs) nos Estados Unidos avançaram no segundo trimestre de 2026, após meses de ritmo fraco.
O relatório da consultoria indica que cerca de 247 mil unidades foram comercializadas entre abril e junho, volume 14,7 % superior ao registrado no primeiro trimestre. Esse desempenho marca o melhor resultado desde o fim do crédito fiscal federal destinado aos EVs no ano passado e reforça a discussão em Economia & Finanças sobre como preços de energia influenciam o setor automotivo.
Panorama do mercado de veículos elétricos
O salto nas vendas coincide com a escalada do preço da gasolina, acentuada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. A elevação dos custos na bomba levou consumidores a buscar alternativas de menor dependência de combustíveis fósseis, estimulando tanto veículos 100 % elétricos quanto híbridos.
Segundo a análise, embora o volume ainda esteja distante dos picos verificados durante a pandemia, o movimento é visto como sinal de recuperação após um inverno e outono considerados fracos pela indústria.
Tendências e desafios
Montadoras relataram alguns dos melhores números desde a retirada do incentivo federal, mas o estudo observa que o caminho para a consolidação do mercado de veículos elétricos continua exigindo atenção a fatores como custo das baterias, oferta de modelos acessíveis e expansão da infraestrutura de recarga.
A Cox Automotive ressalta que a performance do segundo trimestre não garante manutenção do ritmo de crescimento, mas sugere que “o pior pode ter ficado para trás”, abrindo espaço para novas estratégias de produção e vendas na segunda metade do ano.
Para especialistas consultados no estudo, a combinação de preços de combustível elevados e maior disponibilidade de opções híbridas deve seguir influenciando a decisão de compra dos americanos, ainda que a restauração de incentivos públicos continue fora do radar imediato.
Embora o relatório não apresente estimativas futuras, os dados recentes reforçam a relevância do mercado de veículos elétricos como termômetro para o setor automotivo diante de choques nos custos energéticos.


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