OpenDetector, plataforma criada pela startup brasileira Forlex, passou a ser oferecida gratuitamente pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em 13/07/2026. A ferramenta analisa documentos produzidos com apoio de inteligência artificial (IA) e sinaliza riscos que possam comprometer a atividade jurídica.
O lançamento faz parte do Plano Nacional de Integração da Inteligência Artificial na Advocacia (PNIAA), programa da OAB que orienta o uso seguro da tecnologia no exercício profissional. De acordo com a entidade, a solução pretende evitar fraudes e reduzir erros em petições, contratos e pareceres elaborados com auxílio de IA, tema que já movimenta o debate nacional sobre inteligência artificial.
Como a ferramenta identifica riscos em documentos
Segundo a Forlex, a tecnologia foi treinada em bases de dados públicas e decisões judiciais, o que permite reconhecer estilos de escrita e identificar desvios comuns em documentos automatizados. A startup afirma que o processo de checagem ocorre em poucos segundos, sem armazenar informações sensíveis.
Integração ao PNIAA e impactos para a advocacia
O PNIAA foi criado para orientar profissionais do direito sobre boas práticas na adoção de IA, incluindo segurança de dados, responsabilidade ética e aprimoramento de produtividade. Ao incorporar o OpenDetector, a OAB disponibiliza uma ferramenta prática para colocar essas diretrizes em ação.
Para a entidade, a oferta gratuita reduz barreiras de acesso, sobretudo para escritórios de pequeno porte e advogados autônomos. A expectativa declarada é que o uso rotineiro da plataforma eleve a confiança em documentos digitais e diminua contestações judiciais baseadas em falhas formais.
A Forlex informou que continuará atualizando o sistema conforme novas técnicas de geração de texto por IA surgirem. Já a OAB planeja promover treinamentos sobre o OpenDetector em seccionais estaduais, reforçando a importância de verificar a autenticidade de conteúdos produzidos com ferramentas tecnológicas.
Com a parceria firmada em 13/07/2026, a advocacia brasileira ganha um recurso adicional para mitigar fraudes e consolidar padrões de segurança no uso da inteligência artificial.


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