Governo Lula reforçou o acompanhamento das mobilizações de caminhoneiros após novas paralisações em diferentes regiões do país, movimento que pressiona o Congresso a votar a Medida Provisória 1.343, conhecida como MP do Frete.
A equipe econômica avalia que um avanço rápido da proposta no Senado é fundamental para reduzir incertezas sobre a economia nacional e evitar uma escalada de bloqueios nas rodovias.
Paralisações em Santos e Salvador
Nos portos de Santos (SP) e Salvador (BA), motoristas chegaram a interromper parcialmente a circulação de cargas. O objetivo declarado dos organizadores é pressionar pela tramitação da MP, vista por representantes da categoria como instrumento para garantir remuneração mínima e maior previsibilidade nos contratos de frete.
Expectativa pela votação no Senado
A MP 1.343 já passou pela Câmara e aguarda análise dos senadores. O governo estima que a aprovação, sem alterações substanciais, pode ocorrer nos próximos dias. Interlocutores no Congresso afirmam que o placar ainda é incerto, mas que há disposição para encerrar a votação antes do recesso parlamentar.
Integrantes da articulação política relataram que a Presidência acompanha de perto o tema e considera essencial manter diálogo com o setor de transportes para evitar paralisações mais abrangentes, como as registradas em 2018. Por ora, não há indicativo de uso da Força Nacional, mas o Ministério da Justiça não descarta ações pontuais, caso a segurança nas estradas seja comprometida.
O Planalto entende que a redução do clima de tensão depende diretamente do cronograma legislativo. Até que o texto seja apreciado no Senado, as equipes de monitoramento seguem em alerta para identificar focos de protesto e negociar desbloqueios, caso necessários.
A sessão que decidirá o futuro da MP do Frete ainda não tem data confirmada, mas líderes governistas trabalham para que ela aconteça o quanto antes, a fim de sinalizar estabilidade ao mercado e atender às reivindicações dos caminhoneiros.


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