Thiago Miranda anunciou nesta segunda-feira (15/07) o encerramento das operações da agência de comunicação MiThi, fundada por ele há dez anos.
O comunicado, publicado nas redes sociais, foi divulgado apenas quatro dias depois de o empresário ter sido alvo de mandados de busca e apreensão na 10ª fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF). A decisão judicial partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF apura suposto esquema de defesa dos interesses do Banco Master nas plataformas digitais. A notícia repercute no ambiente corporativo e de Negócios & Inovação.
Decisão empresarial ocorre após operação da PF
Na postagem, Miranda destacou que “depois de uma década de muito trabalho, desafios e conquistas” decidiu iniciar “um novo ciclo” profissional. Ele agradeceu clientes, amigos e parceiros “que confiaram no nosso trabalho ao longo desses anos”, sem mencionar a investigação.
Junto à mensagem, a MiThi divulgou nota oficial informando que o encerramento faz parte de uma “reorganização estratégica”. O texto assegura que a empresa cumprirá todas as obrigações de transição com clientes e parceiros, mas também evita qualquer referência à ação da PF.
Entenda a investigação
Segundo o inquérito, Miranda estaria entre os articuladores do chamado “Projeto DV”. De acordo com a PF, a iniciativa contratava influenciadores digitais para publicar conteúdos favoráveis ao Banco Master e críticas ao Banco Central, que havia decretado a liquidação da instituição. A corporação sustenta ainda que o grupo tentou obter informações sobre jornalistas e outras pessoas vistas como opositoras aos interesses de Daniel Vorcaro, fundador do Master.
No pedido de busca e apreensão, a Polícia Federal apontou indícios de que o empresário participava da coordenação da estratégia digital. Em depoimento anterior, Miranda admitiu a contratação de influenciadores, mas afirmou que sua atuação limitou-se à gestão de crise para o cliente.
Em nota divulgada no dia da operação, a defesa de Thiago Miranda negou qualquer irregularidade, sustentando que o empresário sempre trabalhou dentro da legalidade e que a existência do inquérito não permite conclusões precipitadas sobre responsabilidades.
A MiThi, aberta em 2016, atuava na área de comunicação, branding e gestão de imagem para companhias de diferentes setores. Com o anúncio, o mercado aguarda a conclusão do processo de transição prometido pelo empresário.
A Operação Compliance Zero segue em andamento e, até o momento, não há decisões judiciais conclusivas sobre os implicados.


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