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Silveira afirma que Brasil sofreu o menor impacto da guerra EUA-Irã no preço do petróleo

Resumo

Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, declarou nesta terça-feira (14) que o Brasil foi “o país que registrou menor impacto” diante do...

Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, declarou nesta terça-feira (14) que o Brasil foi “o país que registrou menor impacto” diante do conflito armado entre Estados Unidos e Irã, episódio que voltou a pressionar a cotação internacional do petróleo.

Silveira explicou que a equipe econômica e os órgãos setoriais avaliam “diariamente” alternativas para suavizar possíveis repasses aos preços de gasolina e diesel. Em reuniões recentes, segundo ele, não houve decisão sobre retomada de subvenções ou retirada de benefícios fiscais já anunciados, mas o tema continua no radar do governo.

Para quem acompanha índices de inflação e formação de preços de energia, o posicionamento de Silveira mantém a expectativa de que Brasília deve agir apenas se a volatilidade persistir — análise já ventilada por fontes da área, como mostra a cobertura da categoria Economia & Finanças de S&N.

Monitoramento diário e cautela com subsídios

A incerteza persiste porque as cotações mudam de um pregão para outro. “Depende dessas oscilações que são diárias”, ponderou o ministro. Ele afirmou também ter comemorado a expectativa de fim das hostilidades, mas lamentou a retomada do confronto:

“Tínhamos nos alegrado muito com o anúncio do fim da guerra, mas, infelizmente, nós voltamos às loucuras, aos enfrentamentos, que nada contribuem com o mundo que nós todos queremos criar, que é um mundo em paz.”

O Ministério de Minas e Energia não divulgou números sobre variação de preços ou perda de arrecadação. Ainda assim, Silveira reforçou que o Brasil sofreu impacto menor do que outras economias, sem detalhar métricas para essa comparação.

O que está em jogo para consumidores e mercado

Na leitura do Editorial S&N, a fala do ministro sinaliza duas mensagens ao mercado: primeiro, que o governo prefere aguardar movimentos mais consistentes antes de adotar subsídios; segundo, que o setor de combustíveis não deve contar com uma política de intervenção prolongada se o choque de preços mostrar-se pontual.

Empresas distribuídoras, transportadores autônomos e consumidores finais acompanham o câmbio e o barril Brent para projetar margens e custos. Caso o conflito se intensifique e os preços internacionais permaneçam elevados por semanas consecutivas, Brasília poderá revisitar mecanismos já acionados em crises anteriores, como desonerações temporárias.

Por ora, continua valendo a estratégia de observação. Silveira, que integra o Conselho Nacional de Política Energética, disse que a prioridade é “manter previsibilidade e evitar soluções de curto prazo que fragilizem o planejamento de médio e longo prazo do setor”.

Para a S&N, esse movimento indica que o governo está disposto a usar ferramentas fiscais somente se o choque escalar a ponto de comprometer metas de inflação ou ameaçar a recuperação econômica. Até lá, empresas e consumidores devem preparar cenários considerando tanto a estabilidade quanto novos picos de preço.

Editorial S&N

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