CMF Watch 3 Pro, smartwatch de entrada da Nothing, acaba de atingir o preço promocional de US$ 69 nos Estados Unidos, valor inferior ao habitual intervalo de US$ 79 a US$ 99 praticado desde o lançamento.
O relógio, equipado com tela OLED de 1,43 polegada, busca atrair usuários de iOS e Android que desejam métricas completas de atividade física sem abrir mão de design. Com autonomia declarada de até 13 dias por carga, ele rivaliza com rastreadores sem visor — hoje custa US$ 20 a menos que o novo Fitbit Air, modelo guiado por voz e sem display.
Segundo a Nothing, o dispositivo oferece 131 modos esportivos, GPS de dupla banda para maior precisão e certificação IP68, combinação pensada para treinos ao ar livre. O conjunto se completa com sensor cardíaco de quatro canais e compatibilidade com aplicativos populares, como Strava e Apple Health. Detalhes que colocam o modelo no radar da categoria de wearables, considerada de maior tração no mercado de tecnologia vestível.
Design chamativo e personalização
Visualmente, o Watch 3 Pro se distancia de concorrentes minimalistas. São quatro versões, cada uma com moldura e pulseira em cores próprias. Usuários podem alternar entre mostradores no app Nothing X, que reúne faces repletas de complicações ou opções focadas apenas em estilo. A aplicação ainda permite ajustes rápidos em notificações e integrações de saúde.
Com caixa ampla, o relógio se destaca no pulso e recebe elogios pelo aspecto “analógico digital”. Para quem prefere dormir com o relógio, o porte avantajado pode incomodar no monitoramento de sono, mas o display sempre ligado compensa ao eliminar toques na tela para conferir a hora.
Impulso na faixa econômica
Para a S&N, esse corte de preço sinaliza um reposicionamento agressivo da Nothing no segmento de entrada. Ao oferecer tela colorida e GPS avançado por menos que rastreadores básicos, a marca pressiona concorrentes que apostavam justamente na retirada do visor como estratégia de custo.
A companhia ainda reforça o argumento custo-benefício ao manter integração total com sistemas de notificações de iPhone e Android, algo que nem sempre é prioridade entre fabricantes menores. Essa abertura amplia o público-alvo para além do ecossistema próprio da Nothing.
Alternativa ainda mais barata
Quem busca gastar menos encontra o CMF by Nothing Watch Pro 2, hoje a US$ 39 (preço regular de US$ 55). O modelo mais recente traz GPS redesenhado, sensor cardíaco aprimorado, tela levemente maior e autonomia melhorada. Mesmo assim, mantém o mesmo aplicativo e os mostradores personalizáveis, além da possibilidade de troca de molduras — recurso ausente no 3 Pro.
Na leitura do Editorial S&N, a coexistência dos dois relógios em faixas de preço distintas cria um portfólio escalonado que pode conquistar desde iniciantes até entusiastas que desejam recursos extras sem recorrer a marcas premium. Caso a estratégia se sustente, a Nothing se posiciona para capturar fatia de mercado que historicamente migra entre Xiaomi, Amazfit e Fitbit.
O novo patamar de preço também chega em momento de desaceleração na venda global de wearables, pressionada por ciclos de substituição maiores. Ao entregar bateria prolongada e integração total por menos de US$ 70, a Nothing testa se o diferencial capaz de destravar compras é, na verdade, a eliminação do carregador diário.
Resta acompanhar como rivais responderão: reduzirão margens ou adicionarão recursos premium? A resposta pode definir a próxima curva de adoção de relógios inteligentes de entrada.


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