Lamborghini confirmou que não pretende adotar câmbio manual — nem mesmo as versões eletronicamente “simuladas” que começam a surgir na concorrência — em nenhum de seus próximos superesportivos.
Segundo matéria publicada pelo site especializado Motor1, a fabricante lembra que seus carros de rua derivam diretamente dos protótipos de pista, “e esses também não usam alavanca de mudanças”. A decisão mata qualquer especulação de retorno do tradicional câmbio em “H” à linha de Sant’Agata Bolognese.
O posicionamento aproxima ainda mais a estratégia comercial da marca do universo das competições, onde as trocas são feitas por paddle shift atrás do volante. No universo de alto desempenho automotivo, cada centésimo de segundo conta — e a eletrônica entrega a eficiência exigida por pilotos e engenheiros.
Conexão direta com as pistas
A nota do Motor1 relembra que os projetos da Lamborghini nascem dentro de requisitos semelhantes aos de endurance e GT3; portanto, manter a mesmíssima arquitetura de transmissão fora dos autódromos é questão de coerência técnica. As alavancas tradicionais, além de mais lentas, elevariam peso, custo de desenvolvimento e poderiam limitar avanços em sistemas híbridos, cada vez mais presentes no catálogo.
O que isso sinaliza para o mercado
Na leitura do Editorial S&N, esse movimento indica que o valor simbólico do câmbio manual perdeu espaço até mesmo no segmento onde a emoção de dirigir é argumento central de venda. A preferência pelos paddle shifts revela que performance mensurável — e não nostalgia — pauta o investimento em P&D dos supercarros atuais.
Para colecionadores e entusiastas, resta a inevitável escassez de Lamborghinis com três pedais no mercado de seminovos. A raridade pode inflar preços de clássicos como o Gallardo, último modelo da casa a oferecer opção manual.
Nas fábricas, a decisão libera recursos para outras prioridades: eletrificação parcial, redução de emissões e adoção de materiais leves. Em circuitos, reforça a mensagem de que as soluções competentes nos boxes são as mesmas que chegam às ruas.
Encerrando a discussão, a Lamborghini mantém sua aposta na tecnologia que melhor traduz o DNA das pistas. Com ela, a empresa deixa claro que a experiência de direção oferecida aos clientes continuará calcada na máxima eficiência, mesmo que isso signifique dizer adeus — de vez — às trocas de marcha ao estilo clássico.


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