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Paramount Skydance pressiona Congresso dos EUA por novo incentivo fiscal ao cinema

Resumo

Paramount Skydance decidiu virar protagonista também nos bastidores políticos. Em meio à contestação de vários estados americanos à proposta de US$...

Paramount Skydance decidiu virar protagonista também nos bastidores políticos. Em meio à contestação de vários estados americanos à proposta de US$ 111 bilhões para comprar a Warner Bros. Discovery, o CEO David Ellison desembarcou no Capitólio para defender uma nova política de incentivo fiscal ao cinema.

De acordo com a imprensa norte-americana, Ellison foi a Washington acompanhado de seu diretor jurídico, Makan Delrahim, ex-membro do Departamento de Justiça. A dupla manteve reuniões com parlamentares republicanos para detalhar o projeto, que buscaria reduzir a carga tributária de produções audiovisuais realizadas nos Estados Unidos.

A ofensiva acontece enquanto procuradores-gerais de diversos estados protocolam ações para barrar a aquisição, sob a alegação de que o acordo reduziria a concorrência no mercado de streaming e na distribuição de conteúdo. Ao aproximar-se do Legislativo, Ellison busca reforçar a narrativa de que o grupo pode ampliar empregos e arrecadação — um argumento historicamente bem-visto por parlamentares favoráveis a cortes de impostos direcionados ao setor cultural.

Na leitura da S&N, a articulação paralela deixa um recado ao mercado: mesmo sob escrutínio antitruste, a Paramount Skydance não pretende reduzir o ritmo de investimento. Se conseguir emplacar a medida fiscal, a companhia tende a ganhar fôlego adicional para integrar os catálogos e operações caso a fusão seja aprovada. Para produtores independentes, a eventual mudança tributária pode representar um alívio de caixa e a migração de projetos hoje filmados no exterior de volta para solo americano.

Executivos de Hollywood acompanham de perto essa tramitação. A aprovação de um incentivo federal consistente seria a primeira grande revisão de política fiscal voltada ao audiovisual nos Estados Unidos em mais de uma década, período em que a competição global por locações baratas e subsídios públicos se intensificou. Ainda não há calendário definido para a apresentação formal do texto, mas, nos bastidores, aliados do estúdio já tentam costurar apoio bipartidário.

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