Sonho & Negócios (S&N)®
Contato

Trump nos estádios: onda de derrotas para o time mandante intriga fãs

Resumo

Donald Trump voltou a ser personagem central do noticiário esportivo na segunda-feira, quando o New York Knicks perdeu por 115 a 111 para o San Antonio...

Donald Trump voltou a ser personagem central do noticiário esportivo na segunda-feira, quando o New York Knicks perdeu por 115 a 111 para o San Antonio Spurs, no Madison Square Garden, diante do ex-presidente acomodado em um camarote de luxo. Foi a primeira derrota nova-iorquina nas finais após duas vitórias seguidas—e o mais recente episódio de uma sequência incômoda para os mandantes sempre que Trump aparece na arquibancada.

Quatro revéses recentes alimentam o “efeito Trump”

O tropeço dos Knicks não é caso isolado. Em 2019, os Washington Nationals foram goleados pelo Houston Astros por 7 a 1 no Jogo 5 da World Series, também com Trump no estádio. No futebol americano, Washington Commanders e Detroit Lions duelaram em novembro passado; o placar de 44 a 22 para o time visitante reforçou a mística. Meses antes, na Ryder Cup realizada em Bethpage Black, a equipe europeia superou os Estados Unidos com o ex-mandatário acompanhando cada tacada.

“O padrão é curioso: quando Trump está na plateia, o time da casa costuma sair derrotado”, resume um torcedor do Knicks ouvido pela imprensa local. A Casa Branca classifica a correlação como “tolice” e sustenta que o republicano é “o maior entusiasta do esporte entre todos os presidentes norte-americanos”, nas palavras da porta-voz Olivia Wales.

Nem sempre a maré é contrária

Há exceções. Em setembro passado, o New York Yankees venceu o Detroit Tigers por 9 a 3 com Trump no Yankee Stadium, durante cerimônia que lembrava os 24 anos dos atentados de 11 de setembro. No mesmo outono, a Marinha dos EUA superou o Exército por 17 a 16 em Baltimore—embora o Navy não atuasse em seu estádio habitual de Annapolis.

Além disso, o ex-presidente costuma comparecer a eventos em campo neutro, onde a lógica de “mandante” não se aplica: o US Open de tênis, o Super Bowl de 2025 em Nova Orleans, a 500 Milhas de Daytona, o campeonato nacional universitário de luta olímpica e a final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA em East Rutherford estão nessa lista.

Política, vaia e preocupação com a Copa

Mesmo habituado a frequentar partidas de basquete em Manhattan desde os tempos de empresário, Trump recebeu vaias prolongadas quando sua imagem surgiu no telão do Garden antes do hino norte-americano. Reações semelhantes já haviam ocorrido na MLB, na NFL e no US Open, muitas vezes misturando rivalidade esportiva e antagonismo político.

O mau resultado dos Knicks gerou repercussão imediata. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, republicou no X (ex-Twitter) um post antigo da Casa Branca que proclamava “Call it the Trump effect” para ironizar a derrota. Já o comentarista da ESPN Stephen A. Smith—fã confesso do time—disse no programa que “o presidente atrapalhou nosso mojo”. Questionado sobre a crítica, Trump rebateu: “Para disputar a presidência é preciso QI elevado; não estou certo de que Stephen tenha isso”.

Enquanto torcedores brincam ou se irritam com a suposta maldição, a seleção dos Estados Unidos se prepara para a Copa do Mundo que começa nesta quinta-feira. O ex-chefe de Estado prometeu comparecer à final e entregar o troféu ao campeão. Caso mantenha a agenda, a equipe nacional jogará de olho não apenas nos adversários, mas também no histórico recente do ilustre espectador. “Se Trump aparecer, o receio é inevitável”, reconhece um dirigente da federação em caráter reservado.

“Quando Trump está presente, o fator casa parece evaporar”, afirmou um frequentador assíduo do Garden após a derrota do Knicks.

Antes, o gramado da Casa Branca receberá neste domingo um evento do UFC para celebrar os 80 anos do ex-presidente—outro show em que não existe time mandante e, portanto, sem risco estatístico para nenhum torcedor.

O debate sobre o “efeito Trump” continuará ganhando fôlego sempre que a combinação política-esporte se repetir. Para alguns, trata-se de mera coincidência; para outros, de um incômodo talismã às avessas. Entre lendas urbanas e resultados palpáveis, resta saber se a estatística resistirá quando as arquibancadas estiverem vestidas de vermelho, azul e branco na maior competição de futebol do planeta.

Leia mais análises sobre cultura esportiva e bastidores políticos na seção Cultura & Lifestyle da S&N.

Fontes adicionais: Associated Press – Knicks x Spurs, Jogo 3

Discussão

Comentários

Participe com respeito. Comentários passam por proteção anti-spam simples.

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.

Proteção anti-spam leve, sem plugin externo.