Samsung colocou o modelo de 55 polegadas da linha The Frame, versão 2025, por US$ 697,99 nos Estados Unidos — aproximadamente US$ 200 abaixo do valor habitual de tabela, segundo listagem recente da Amazon. Outros varejistas, como Best Buy, praticam preço semelhante (US$ 699,99), enquanto a Woot vende a edição de 65″ por US$ 897,99.
O corte de preço chega num momento em que o design que transforma o televisor em quadro ganha espaço no mobiliário de salas e escritórios. Para quem acompanha o segmento de tecnologia, a redução reforça a disputa por consumidores dispostos a pagar por estética sem abrir mão da conectividade de um painel 4K.
Recursos do modelo 2025
A nova geração da The Frame mantém a proposta de exibir obras de arte quando a tela não está em uso, disfarçando o aparelho entre pinturas reais graças à moldura intercambiável e ao acabamento fosco que reduz reflexos típicos de painéis brilhantes.
- Painel QLED 4K com taxa de atualização variável de até 144 Hz.
- Compatibilidade com HDR10 Plus.
- Conexão a um único cabo, ligado à caixa externa One Connect.
A One Connect concentra todas as entradas: quatro portas HDMI (duas com 4K a 60 Hz, uma eARC dedicada a soundbars e outra preparada para 4K a 144 Hz voltada a jogos), duas USB-A, coaxial para antena HD, Ethernet e saída óptica.
Onde a TV-quadro ainda perde
Levantamento do site The Verge, citado pela S&N, aponta que TVs com foco decorativo costumam apresentar brilho máximo inferior, cores menos precisas e níveis de preto abaixo de aparelhos tradicionais da mesma faixa de preço. O modelo da Samsung segue essa tendência: filmes, séries e games ficam a cargo de um painel que prioriza aparência de galeria em detrimento da fidelidade absoluta de imagem.
“Nossa análise da Frame e de concorrentes mostrou brilho limitado, qualidade de cor apenas mediana e contraste aquém de opções similares”, afirma o veículo norte-americano.
Para usuários que procuram a melhor experiência cinematográfica, essas limitações importam. Já quem deseja minimizar a presença de uma grande tela preta na parede pode enxergar na The Frame um meio-termo entre eletrônica e arte.
O que o desconto sinaliza
Na leitura do Editorial S&N, a redução de quase 22% na etiqueta do modelo de 55″ indica dois movimentos. Primeiro, a estratégia da Samsung de antecipar cortes para ganhar espaço num nicho que atrai design lovers e gamers ocasionais. Segundo, a pressão competitiva de TVs “camaleônicas” de outras marcas, que começam a popularizar telas com soluções anti-reflexo semelhantes.
Com a proximidade de eventos varejistas de meio de ano nos EUA, o novo preço pode tornar-se referência para promoções futuras em outros tamanhos da linha. Caso se consolide, a faixa abaixo dos US$ 700 tende a ampliar o público-alvo, aproximando consumidores que antes viam o aparelho mais como objeto de luxo do que como televisor principal.
No Brasil, ainda não há sinal oficial de repasse imediato desse desconto. Mesmo assim, varejistas locais costumam seguir a tendência global de reajuste em poucos meses, sobretudo após lançamentos anuais. Numa época em que as fronteiras entre decoração e eletrônicos se estreitam, a batalha de preços pode acelerar a adoção de TVs que se disfarçam de obra de arte — e remodelar o desenho das salas de estar.
Editorial S&N acompanha de perto a evolução desse mercado e seguirá analisando como a união de estética e tecnologia impacta decisões de compra e portfólio das fabricantes.


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