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Lavvi reduz 11% das vendas líquidas no 2º tri e vê distratos dispararem

Resumo

Lavvi divulgou nesta quinta-feira (16/07) sua prévia operacional do segundo trimestre: as vendas líquidas somaram R$ 545 milhões, recuo de 11% em...

Lavvi divulgou nesta quinta-feira (16/07) sua prévia operacional do segundo trimestre: as vendas líquidas somaram R$ 545 milhões, recuo de 11% em relação ao mesmo período de 2023.

O volume geral de vendas (VGV) dos lançamentos totalizou R$ 848 milhões, 28% abaixo da base anual. Embora menor, o VGV sustenta a posição da companhia entre as incorporadoras mais ativas da capital paulista, de acordo com executivos ouvidos anteriormente pelo mercado.

Levantamento do Editorial S&N indica que a retração nas vendas acompanha o ajuste observado em outras empresas do setor residencial de médio e alto padrão neste ano — tendência refletida nos dados de lançamentos e financiamentos divulgados pelo Banco Central. Esse pano de fundo ajuda a explicar o movimento de investidores em busca de liquidez, como verificado na categoria Economia & Finanças do nosso portal.

Queda nas vendas e ritmo de lançamentos

Com menos R$ 103 milhões em vendas líquidas na comparação ano a ano, a Lavvi ainda conseguiu sustentar ticket médio próximo dos níveis de 2023. A empresa, cujo portfólio foca na zona sul da cidade de São Paulo, lançou projetos avaliados em R$ 848 milhões entre abril e junho, volume que representou quatro empreendimentos e 1.130 unidades, conforme a apresentação.

Para a S&N, esse movimento indica cautela: a companhia mantém pipeline relevante, porém calibra os lançamentos conforme a absorção do estoque, buscando evitar pressões adicionais sobre preço e margens.

Efeito caixa e estoque

O consumo de caixa do trimestre atingiu R$ 27,3 milhões, melhora frente aos R$ 31,1 milhões gastos um ano antes. A construtora fechou junho com estoque a valor de mercado de R$ 3,1 bilhões, equivalentes a 2.033 unidades residenciais.

O ponto de maior pressão veio dos distratos: cancelamentos de vendas somaram R$ 122 milhões, salto de 94% sobre 2023. Segundo analistas que acompanham o segmento, a alta dos juros imobiliários entre 2022 e 2024 ainda impacta a capacidade de financiamento de parte dos compradores, elevando o risco de devoluções.

Na leitura do Editorial S&N, a Lavvi sinaliza que, apesar do aumento dos distratos, conseguiu preservar caixa e ajustar a cadência de lançamentos — estratégia crucial para atravessar o ciclo de crédito mais restrito. O mercado agora observa como esses indicadores se traduzirão no balanço completo da incorporadora, esperado para agosto.

— Editorial S&N

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