Microsoft decidiu lançar a nova geração do Surface Laptop de 13 polegadas por US$ 950 — US$ 50 a mais que o modelo de 2025 —, mas o acréscimo de preço veio acompanhado de um corte decisivo: agora são apenas 8 GB de RAM, metade da capacidade oferecida pela versão anterior na mesma faixa de preço.
Em 2025, o notebook foi celebrado por reviewers internacionais como uma alternativa Windows ao MacBook Air, combinando construção premium, bateria de longa duração e 16 GB de memória por US$ 900. O pacote era tão equilibrado que, segundo relato do site norte-americano The Verge, chegou a ser a recomendação número 1 da publicação para quem buscava um ultrafino.
A guinada de 2026, porém, ganhou o apelido de “RAMageddon”. Na avaliação mais recente, o mesmo veículo afirma que nem a própria Microsoft conseguiu fazer o Windows 11 rodar com fluidez em apenas 8 GB. O resultado prático são travamentos, troca constante de dados com o SSD e a sensação de que, “por dentro, já não se trata do mesmo laptop”.
Por que o Microsoft Surface Laptop perdeu fôlego com 8 GB de RAM
O Windows 11 vem aumentando gradualmente a pegada de memória desde o lançamento, e analistas de mercado já apontavam 16 GB como piso para multitarefa confortável. O teste do The Verge reforça esse diagnóstico: abrir aplicativos comuns de produtividade já pressiona os 8 GB, enquanto múltiplas abas de navegador deixam o sistema sem margem de manobra.
“Faz anos que repetimos que 8 GB não é o bastante. Desta vez, a própria Microsoft provou isso”, registrou o review.
Para a S&N, esse movimento indica dois recados ao consumidor e à cadeia de PCs. Primeiro, o patamar mínimo de memória efetivamente subiu, mesmo em portáteis de entrada. Segundo, a pressão de custos — seja por câmbio, seja por componentes — está levando fabricantes a repensar configurações, mas o risco de comprometer a experiência pode diluir qualquer vantagem de preço.
É verdade que, por fora, pouco mudou: chassi de alumínio, tela de 13 pol. com bordas finas e a mesma proposta de mobilidade. Por dentro, contudo, o conjunto agora exige concessões para quem depende de edição leve de fotos ou de dezenas de abas abertas em simultâneo. A troca recorrente de dados com o SSD também tende a desgastar o armazenamento mais rápido.
Na leitura do Editorial S&N, a decisão de oferecer apenas 8 GB em 2026 pode funcionar como alerta ao resto da indústria: cortar especificações críticas não passa despercebido em um segmento onde usabilidade pesa mais que economia de poucos dólares. Com a escalada de IA generativa e serviços baseados em nuvem, a demanda por memória está longe de retroceder.
Consumidores que planejam comprar o Surface Laptop de 13 pol. devem, portanto, avaliar se vale aguardar promoções do modelo de 16 GB ou considerar alternativas de concorrentes que mantenham esse patamar como configuração básica. Afinal, economizar na memória pode custar caro em produtividade.


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