UE ajustará previsões e espera pressão inflacionária após choque ligado ao Irã
Flags of the European Union flutter in front of the headquarters of the European Central Bank (ECB) in Frankfurt am Main, western Germany, on December 12, 2024, prior to the bank's press conference on monetary policy in the eurozone. - Faced with a stuttering economy, political turbulence in the eurozone and the prospect of renewed trade tensions with the United States, the European Central Bank is set to cut interest rates again. It would be the ECB's third straight reduction as it increasingly focuses on spurring lending to boost consumer spending and business investment in the 20 countries that use the euro. (Photo by Kirill KUDRYAVTSEV / AFP)

UE ajustará previsões e espera pressão inflacionária após choque ligado ao Irã

A União Europeia vai revisar suas projeções econômicas, reduzindo as estimativas de crescimento e elevando as previsões de inflação, em razão do que classificou como um “choque estagflacionário” associado ao conflito no Irã, afirmou o comissário europeu para a Economia e Produtividade, Vladis Dombrovskis, nesta segunda‑feira, 18, à CNBC.

Dombrovskis informou que os números da economia e da inflação serão ajustados nas previsões sazonais de primavera divulgadas ao longo desta semana, para refletir o impacto do conflito na região. Segundo ele, o objetivo é incorporar no quadro macroeconômico os efeitos recentes sobre os preços e a atividade.

“Estamos enfrentando um choque estagflacionário”, disse o comissário ao canal de notícias. Nos últimos dias, preocupações com um cenário de estagflação cresceram devido à escalada do conflito no Oriente Médio, que também tem pressionado o preço do petróleo — cotado em torno de US$ 100 por barril, segundo observação feita por Dombrovskis.

O comissário ressaltou ainda que a margem de manobra dos formuladores de políticas ficou reduzida, o que limita a capacidade de responder com medidas fiscais amplas como as adotadas durante a pandemia de covid‑19. Em suas palavras, “a margem de ação dos formuladores de políticas está mais limitada agora”, deixando pouco espaço para respostas que aumentem a demanda por energia.

Dombrovskis alertou sobre o efeito prolongado do conflito: quanto mais duradouro for o confronto, maior será o risco de surgirem gargalos de oferta. Por isso, reiterou a recomendação de que as respostas de política econômica não estimulem um aumento da demanda por combustíveis fósseis.

As declarações do comissário antecedem a publicação das previsões econômicas da UE para a primavera, nas quais o bloco deverá refletir oficialmente as revisões de crescimento e inflação provocadas pelo choque ligado ao Irã.





Com informações de Timesbrasil