NOAA, a agência norte-americana de administração oceânica e atmosférica, emitiu previsão de tempestade geomagnética G1 para a madrugada de 21 para 22 de julho de 2026. O boletim indica possibilidade de aurora boreal no horizonte norte de até dez estados dos Estados Unidos que fazem divisa ou estão próximos à fronteira com o Canadá.
Segundo o alerta, o fenômeno deverá ocorrer “overnight”, isto é, entre o fim da noite de terça-feira e as primeiras horas de quarta. A intensidade G1 é a menor na escala que vai até G5, mas já é suficiente para deslocar as cortinas luminosas para latitudes mais baixas do que o habitual na América do Norte.
Para quem vive nas regiões mencionadas — cujo detalhamento não foi divulgado no comunicado —, a recomendação da NOAA costuma ser procurar céus escuros, afastados de poluição luminosa, e observar a linha do horizonte em direção ao Norte. Auroras provocadas por eventos G1 costumam se apresentar em tons esverdeados e podem durar poucos minutos ou se estender por horas, a depender da interação entre o vento solar e o campo magnético terrestre. Mais conteúdos sobre fenômenos naturais estão disponíveis na seção Tendências da S&N.
A mecânica do alerta
A NOAA monitora o chamado vento solar por meio de satélites dedicados. Quando partículas carregadas são lançadas pelo Sol e atingem a magnetosfera terrestre, elas podem perturbar o campo magnético do planeta, gerando tempestades geomagnéticas classificadas de G1 a G5, conforme a intensidade. Mesmo no nível G1, interferências menores em redes elétricas e sistemas de comunicação por rádio de alta frequência são consideradas possíveis, embora pouco prováveis.
Impacto para observadores e mercado
Na leitura do Editorial S&N, o aviso da NOAA reaquece o interesse de viajantes e fotógrafos por destinos do norte dos EUA em pleno verão boreal, movimentando hotéis, operadores de turismo de natureza e plataformas de streaming que transmitem o céu ao vivo. O fenômeno ainda serve de vitrine involuntária para o emergente segmento de astroturismo, que ganha força à medida que alertas científicos se tornam mais acessíveis ao consumidor final.
A NOAA deverá atualizar o boletim caso a atividade solar se intensifique ou perca força. A agência destaca que a visibilidade dependerá de fatores climáticos locais, como nebulosidade e luminosidade urbana. Para os moradores das regiões citadas, a recomendação é conferir o céu entre 22h e 3h (horário local), período de maior probabilidade de exibição luminosa.
Editorial S&N seguirá acompanhando as atualizações da NOAA e a repercussão nos setores de turismo e energia.


Comentários
Participe com respeito. Comentários passam por proteção anti-spam simples.