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Chefe da La Liga cobra saída de Infantino e diz que Fifa “destrói” o futebol

Resumo

Fifa volta ao centro de uma disputa política no futebol: Javier Tebas, presidente da La Liga, declarou que o presidente da entidade, Gianni Infantino,...

Fifa volta ao centro de uma disputa política no futebol: Javier Tebas, presidente da La Liga, declarou que o presidente da entidade, Gianni Infantino, “deve sair” do cargo por, segundo ele, colocar em risco a própria indústria que governa.

Em entrevista divulgada pela BBC Sport, Tebas afirmou que a federação mundial está “destruindo o setor do futebol” ao propor mudanças que, em sua visão, concentram poder e receitas nas mãos da cúpula. O dirigente não economizou críticas e disse que “o tempo de Infantino acabou”. Ao expor a queda de braço com a federação, Tebas acenou para temas de liderança esportiva e governança que ecoam além das quatro linhas.

O que está em jogo entre La Liga e Fifa

Embora a BBC Sport não detalhe ponto a ponto das divergências, o tom da fala revela insatisfação profunda com iniciativas recentes da federação – como a expansão de competições internacionais e o debate sobre novo calendário global. Para Tebas, tais medidas retirariam protagonismo de ligas nacionais, que dependem de direitos de transmissão e bilheteria para sustentar clubes e talentos.

“A Fifa está destruindo a indústria do futebol”, criticou Tebas, ao pedir que Infantino renuncie.

La Liga é a primeira divisão do futebol espanhol e reúne alguns dos clubes mais valiosos do planeta. Já a Fifa coordena campeonatos mundiais e define regras do jogo. O embate, portanto, coloca frente a frente uma liga poderosa e a entidade que regulamenta o esporte em escala global.

Para a S&N, a tensão sinaliza alerta também ao Brasil

Na leitura do Editorial S&N, o posicionamento de Tebas ilustra a crescente fricção entre federações internacionais e ligas que buscam maior autonomia financeira. Para o mercado brasileiro, onde clubes discutem a criação de uma Liga Forte e negociam novos modelos de transmissão, o episódio serve de termômetro: conflitos por calendário, divisão de receitas e direitos comerciais tendem a ganhar intensidade.

Se uma liga do porte espanhol questiona abertamente a Fifa, a sinalização é de que grupos locais precisarão se alinhar estrategicamente antes de confrontar instâncias superiores — seja a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ou confederações continentais. O caso espanhol expõe que, no jogo corporativo do esporte, as regras podem mudar a qualquer momento — e quem não participar da discussão corre o risco de ficar no banco.

Para executivos, investidores e torcedores, vale acompanhar os próximos movimentos de Infantino e da Fifa. Uma eventual renúncia ou recuo nas reformas teria impacto direto no desenho das temporadas futuras, na valorização dos campeonatos nacionais e na rentabilidade de patrocinadores. Mesmo sem bola rolando, a disputa segue decisiva para o modelo de negócios do futebol global.

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