Adidas apresenta a Trionda, nova bola da Copa do Mundo de 2026, que passa por testes aerodinâmicos

Adidas apresenta a Trionda, nova bola da Copa do Mundo de 2026, que passa por testes aerodinâmicos

A Adidas e a FIFA lançaram a Trionda, a bola oficial da Copa do Mundo de 2026, e testes em túnel de vento mostram diferenças aerodinâmicas em relação a modelos anteriores. Pesquisadores que analisaram a Trionda indicam que o equipamento, usado nas partidas do torneio sediado por Canadá, Estados Unidos e México, apresenta características que podem alterar o comportamento da trajetória em jogo.

Quem: Adidas, em parceria com a FIFA; o que: nova bola oficial denominada Trionda; quando: revelada no outono de 2025 e testada na preparação para a Copa de 2026; onde: testes realizados no túnel de vento da University of Tsukuba.

Características do design

A Trionda é a primeira bola masculina de Copa do Mundo com apenas quatro painéis e as peças foram unidas por termossoldagem. Suas cores — vermelho, azul e verde — fazem referência aos três países-sede, com elementos visuais como a folha de bordo, a estrela e a águia. Para compensar a reduzida extensão de costuras, o modelo traz costuras mais profundas, três ranhuras pronunciadas por painel e textura fina na superfície.

O que os testes revelaram

Em medições de coeficiente de arrasto no túnel de vento, a equipe comparou a Trionda com as bolas das últimas cinco Copas: Al Rihla (2022), Telstar 18 (2018), Brazuca (2014) e Jabulani (2010). Os resultados mostram que a Trionda é, na prática, mais rugosa que essas predecessoras e atinge sua “crise de arrasto” a uma velocidade menor — cerca de 27 mph (43 km/h). Em comparação, Al Rihla, Telstar 18 e Brazuca apresentam esse efeito entre aproximadamente 31–40 mph (50–65 km/h), enquanto a Jabulani teve sua faixa em torno de 49–60 mph (79–97 km/h), dependendo da orientação.

Essa posição da crise de arrasto é relevante porque pequenas variações na velocidade, orientação ou rotação podem deslocar a bola entre regimes aerodinâmicos diferentes, afetando aceleração e trajetória. Ao contrário da Jabulani, cujo comportamento levou a mudanças bruscas em voo, a Trionda mostrou um coeficiente de arrasto mais estável nas velocidades típicas de cobranças de escanteio e faltas. No entanto, quando entra em regime turbulento de alta velocidade, seus coeficientes de arrasto são um pouco maiores que os de Brazuca, Telstar 18 e Al Rihla, o que pode reduzir o alcance de chutes longos.

Simulações indicam que essa perda de alcance não é grande, mas suficiente para que jogadores notem bolas longas terminando alguns metros antes do previsto. Os testes foram realizados com bolas sem giro, portanto não prevêem todos os cenários de jogo: giro, altitude, umidade, temperatura e pressão do ar também influenciam o voo.

Tecnologia de arbitragem

A Trionda mantém a tecnologia de “connected-ball” empregada em 2022 para auxiliar o VAR e o sistema semiautomatizado de impedimento. Diferentemente do modelo de 2022, cujo sensor ficava suspenso no centro da bola, o novo módulo foi integrado a uma camada interna de um dos painéis, com pesos de contrabalanço nos outros três.





Os testes laboratoriais e as simulações oferecem previsões sobre como a Trionda deve se comportar em jogo, mas o veredito final sobre seu impacto nas partidas só será confirmado nas condições reais de competição durante a Copa do Mundo de 2026.

Com informações de Fastcompany