As bolsas europeias registravam queda acentuada na manhã desta sexta-feira (15), com investidores reassumindo preocupações sobre a inflação após alta dos preços de energia em meio à guerra no Oriente Médio e o término sem avanços concretos da cúpula de dois dias entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Pequim. A instabilidade política no Reino Unido também contribuiu para o clima de cautela.
Por volta das 10h30 (Brasília UTC-3), o índice pan-europeu Stoxx 600 caía 1,51%, a 606,76 pontos.
O petróleo pressionava os mercados ao recuperar força, reforçando temores sobre a trajetória da inflação, já que os fluxos pelo Estreito de Ormuz permanecem muito baixos diante do impasse entre EUA e Irã. Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que pretende endurecer o tom nas negociações com Teerã e disse que a China quer a reabertura do estreito. No horário citado, o Brent subia 2,44%, acima de US$ 108 por barril.
Dados recentes de inflação acima do esperado nos Estados Unidos e na China têm mostrado impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços, segundo o mercado.
Trump concluiu a visita à China depois de reuniões com Xi sobre comércio bilateral, ampliação da cooperação econômica e Taiwan. Investidores acompanhavam possíveis anúncios de acordos comerciais em setores como soja, carne bovina e aeronaves americanas, embora analistas recomendem cautela frente a anúncios de grande impacto. “Acordos de manchete devem ser encarados com um grau saudável de ceticismo”, escreveram Leahy Fahy e Julian Evans-Pritchard, economistas da Capital Economics.
No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer enfrentava mais pressão após o rival no Partido Trabalhista, Andy Burnham, abrir caminho para buscar assento no Parlamento. Burnham, atual prefeito de Manchester, não é deputado; o parlamentar trabalhista por Makerfield, Josh Simons, anunciou que renunciará ao mandato, permitindo a realização de uma eleição suplementar em que Burnham poderá concorrer, potencialmente fortalecendo uma candidatura à liderança do partido. Starmer tem sido cobrado a deixar o cargo após derrota expressiva do partido nas recentes eleições locais e regionais.
Às 10h30 (de Brasília), as principais praças europeias registravam as seguintes variações: Londres -1,59%, Paris -1,35% e Frankfurt -1,84%. Milão caía 1,76%, Madri recuava 1,26% e Lisboa 0,62%.
Os mercados europeus permaneciam em alerta enquanto investidores avaliavam os desdobramentos internacionais e domésticos.
Com informações de Timesbrasil

