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5ª Batalha de Percussão Rudimentar de Manacapuru reúne 25 escolas e 40 apresentações no Parque do Ingá

Evento da SEMEC no Parque do Ingá reuniu 25 escolas, 40 apresentações e a estreia histórica da APAE na 5ª edição da competição

Resumo

Cobertura da S&N sobre a 5ª Batalha de Percussão Rudimentar de Manacapuru: estreia da APAE, resultados por categoria e bastidores do Parque do Ingá.

Manacapuru (AM) – A Prefeitura de Manacapuru, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC), realizou nesta quinta-feira (09/07) a 5ª edição da Batalha de Percussão Rudimentar, no Parque do Ingá. Com início às 18h e chegada da equipe de imprensa às 18h04, o evento reuniu 25 instituições de ensino em 40 apresentações, consolidando-se como um dos principais projetos de valorização da música escolar em Manacapuru. A cobertura, com credenciamento de imprensa, foi realizada pela Sonho & Negócios (S&N).

O Parque do Ingá como palco da tradição cultural manacapuruense

O Parque do Ingá, também conhecido popularmente como “Cirandódromo”, é o principal equipamento cultural de Manacapuru. Localizado na Av. Manoel Urbano (AM-70), o espaço teve sua construção iniciada em 1997, com financiamento federal e parceria entre a prefeitura e o governo do Estado do Amazonas, por meio da Superintendência Estadual de Habitação (SUHAB). Projetado como anfiteatro a céu aberto, é tradicionalmente palco do Festival de Cirandas de Manacapuru – hoje em sua 27ª edição – e também recebe, ao longo do ano, eventos escolares e culturais como a Batalha de Percussão Rudimentar.

No dia da competição, o local contava com uma equipe de bombeiros civis à disposição para eventuais ocorrências, além de estrutura para receber as diferentes instituições de ensino, cada uma trajando uniformes próprios e identidades visuais distintas. Antes do início das apresentações, os competidores registravam fotos e reproduziam gritos de guerra, seguindo para os últimos preparativos nos bastidores.

Uma trajetória de cinco edições

A Batalha de Percussão Rudimentar nasceu na escola Socorro Queirós, reunindo alunos e professores em torno da valorização de talentos musicais locais. A partir da 2ª edição, o evento passou a ser realizado no Parque do Ingá, ganhando maior estrutura, público e a participação de bandas, fanfarras e corpos coreográficos de todo o município. A proposta consolidou-se como ferramenta de fortalecimento do ambiente escolar por meio da música, estimulando respeito, disciplina e admiração pela cultura entre estudantes de diferentes idades e instituições.

Estreia histórica da APAE marca a abertura

A primeira apresentação da noite, às 18h32, marcou um momento simbólico para a 5ª edição: pela primeira vez na história do projeto, a instituição APAE participou da competição, levando ao palco diversos alunos, entre eles uma jovem em cadeira de rodas, que integrou a apresentação com autonomia e alegria. Apesar das dificuldades naturais de alguns estudantes com a execução precisa dos comandos e das batidas, o grupo apresentou um trabalho elogiado pelo empenho e pelo manuseio dos instrumentos. Ao final, todos os participantes receberam medalhas de reconhecimento entregues pelas autoridades presentes – um marco de inclusão dentro do projeto, simbolizando, segundo a organização, que a arte e a música não têm limites para quem se dispõe a participar.

Formato da competição

A disputa é organizada por categorias – infantil, juvenil, B e A -, com confrontos diretos entre bandas. Antes de cada apresentação, os capitães de cada grupo disputam par ou ímpar para definir qual banda se apresenta primeiro. Ao final de cada categoria, há uma fase de repescagem para as equipes com resultados mais disputados, garantindo uma segunda chance às bandas que ficaram próximas da classificação direta.

Categoria infantil: tradição e disputa acirrada

Mesmo em tamanho reduzido, as bandas infantis mostraram grande nível técnico, muitas delas com bom histórico em edições anteriores da competição.

A Drufama apresentou uma performance guiada por mudanças constantes de passos e posições, alternando movimentos até de joelhos, e avançou na primeira rodada diante da Bamile. A Bamile, por sua vez, chamou atenção pelos rostos pintados, pela coreografia com gritos e provocações bem-humoradas dirigidas à banda adversária.

Já a Drumneide venceu a Bamnocrinha e chegou à quarta conquista consecutiva na categoria infantil, mantendo o título desde 2022 – um resultado que evidencia o nível de comprometimento dos alunos com a competição ao longo dos anos. A Bamnocrinha, em seu primeiro ano de atividade, reúne estudantes de até 13 anos e surpreendeu pela organização entre os próprios colegas durante a apresentação.

Na repescagem, a Drufama avançou novamente, encerrando a apresentação com um gesto de desafio à banda adversária, enquanto a Bamnocrinha, apesar de eliminada, repetiu a entrada energética marcada por gritos e batidas rápidas e fortes.

Números da 5ª edição: 25 escolas participantes e 40 apresentações no total, confirmando o crescimento do projeto desde sua criação.

Bandas em ascensão e um critério técnico rigoroso

A Drum Leões, que participa da competição desde 2023 e foi vice-campeã em sua categoria em 2024, manteve a consistência técnica também nesta edição, com destaque para a sincronia dos movimentos faciais e corporais. A Drufama voltou a se destacar em outra apresentação, com um grupo diverso em estatura, mas unido pelo mesmo objetivo de vencer.

A Estrelas de Manairão, banda com 23 integrantes e formação recente, apresentou evolução perceptível ao longo da apresentação, encerrando com sincronia nas batidas e um grito de guerra que garantiu a vitória. Já a Drumaque, fundada em 2023 dentro do projeto de bandas e fanfarras da SEMEC, e atualmente sob comando do monitor Daniel Oliveira, apresentou uma sequência de movimentos que explorou bem o espaço da arena.

Os jurados Mateus Chaves e Estiveson Menezes, ambos com reconhecida reputação na avaliação de bandas de percussão rudimentar, reforçaram os critérios técnicos que orientam os resultados da competição: interpretação, técnica, clareza, fraseado e sintonia, além do cumprimento do regulamento – fatores que, segundo eles, definem quais equipes avançam na disputa.

A Drumafra, com apenas 14 integrantes e sob instrução de Cauã da Conceição há menos de um mês, avançou na competição, resultado que reforça o impacto de um trabalho técnico bem conduzido mesmo em prazo curto. Encerrando esse bloco, a banda Águias do Jamil, criada em 11 de março de 2019 e atualmente sob comando do major Elielton e do maestro Isaías, apresentou-se dividida em corpo musical, guarda-bandeira e corpo coreográfico, com movimentos ordenados e sincronia elogiada mesmo diante de pequenos imprevistos de percurso, comuns em apresentações ao vivo.

Categoria B: velocidade, sincronia e provocações amistosas

A Drumfaneide abriu a Categoria B com uma apresentação de ritmo crescente, alternando avanços e recuos em sincronia, e venceu a Drumnoch, banda de maior estatura entre as duas, mas que não foi suficiente para superar a organização da adversária. A Drumnoch, ainda assim, apresentou uma sequência elogiável de movimentos rápidos em círculo, com participação conjunta de tambores e pratos.

A Drumtigre avançou com uma apresentação de sincronia impecável entre batidas, movimentos e olhares, enquanto a Colméia Musical, formada por caixas, pratos, bumbos e tenor, também trouxe uma coreografia ágil, com trocas de posição frequentes.

A Drum Spartan, atual campeã de sua categoria no Repartimento do Tuiuê, confirmou o favoritismo com uma apresentação de altíssima velocidade e mudanças de formação. A Drum Mava, formada exclusivamente por alunos da instituição André Vidal de Araújo que apresentaram boas notas escolares como critério de participação, também se destacou pela sincronia dos movimentos e pela energia da apresentação.

A Drum Noch, representando a EMEF Henoch da Silva Reis, avançou na disputa, assim como a Drum Fama, que fechou o bloco com uma apresentação de movimentos velozes e mudanças constantes de posição, dando início à disputa da Categoria A – considerada a mais concorrida da noite.

Categoria A: o auge técnico da competição

A Drum Leões do Leocádio abriu a categoria mais disputada com movimentos ousados e boa sincronia entre batidas e deslocamentos. Já a Drum Line, atual bicampeã rudimentar do Amazonas, confirmou o favoritismo com uma apresentação de altíssima velocidade, movimentos arriscados e deslocamentos de costas sem perder a precisão nas batidas – um repertório técnico compatível com o título estadual da equipe.

A Drum Spartan avançou também nesta categoria após recomeçar a apresentação com uma sequência de movimentos bem sincronizados, mantendo sua identidade marcada pela cadência “tcha, tcha, tcha”. Encerrando essa fase, a Drumzora, banda ativa desde 2023, apresentou uma das coreografias mais elogiadas da noite, com vestimentas em amarelo e preto, rostos pintados e uma sequência dinâmica de movimentos que dialogava com elementos de dança contemporânea.

Repescagem da Categoria A

A fase de repescagem da categoria principal reuniu novamente as bandas que haviam disputado posições próximas na primeira rodada. A Drum Fama avançou mantendo o padrão de movimentos velozes e alternância de posições, enquanto a Drum Leões do Leocádio, apesar do nível técnico apresentado, foi eliminada após um atraso no início da apresentação e um erro no decorrer da coreografia, que a equipe optou por encerrar antes do previsto.

A Drum Spartan avançou novamente, desta vez com nova identidade visual e pinturas faciais, mantendo o padrão técnico de giros e batidas de risco controlado. A Drum Fama, mesmo em sua segunda apresentação consecutiva, manteve a intensidade da coreografia, e a Drum Line encerrou sua participação com uma apresentação marcada por sincronia entre tamboristas e pratistas.

A Drum Faneide avançou com uma apresentação de entrada diferenciada, movimentos rápidos e alta sincronia – ainda que pequenos deslizes, como pisar na linha divisória entre as equipes, sejam considerados pelos jurados na pontuação final. A Drum Fama Mirim também avançou, com uma coreografia arriscada para uma equipe iniciante, incluindo a tradicional jogada das baquetas ao chão como fechamento.

Encerrando a repescagem, a disputa entre Fanduque e Faneide confirmou o avanço da Faneide, com apresentação de alta sincronia entre instrumentos e uma sequência final de batidas rápidas que selou a classificação da equipe para a etapa seguinte da competição.

Encerramento da cobertura

A equipe da Sonho & Negócios (S&N) encerrou sua cobertura às 21h20, enquanto a equipe de comunicação da Prefeitura de Manacapuru e os demais veículos de imprensa credenciados permaneceram no local até o fim das atividades.

Sobre o projeto

A Batalha de Percussão Rudimentar integra o calendário de ações da SEMEC voltadas ao incentivo da música e da cultura dentro da rede escolar de Manacapuru. Ao reunir bandas, fanfarras e corpos coreográficos de diferentes categorias – infantil, juvenil, B e A – o projeto tem se firmado, ano após ano, como um espaço de formação, disciplina e valorização da juventude manacapuruense por meio da arte.

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