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Fundador autodidata deixou emprego fixo no Rio para criar sites orientados a vendas e diz ter atendido mais de 180 empresas

Thiago Santos, 32 anos, afirma que a DeixaOn atua com SEO técnico, texto de conversão e suporte em até 24 horas úteis; os resultados citados foram

Resumo

Thiago Santos, 32 anos, deixou um emprego fixo no Rio de Janeiro para fundar a DeixaOn, empresa de sites voltados a vendas. Ele afirma ter atendido mais de 180 empresas, mas os números e cases citados são declaratórios e não foram verificados de forma independente.

Pequenos negócios com site otimizado fecham 14 vendas a cada 300 pessoas que procuram o serviço, contra 2 sem site, segundo um comparativo interno da DeixaOn. A empresa não divulgou a metodologia, o período nem o tamanho da amostra, e o número não foi checado por fonte externa.

A DeixaOn é uma empresa do Rio de Janeiro que cria sites voltados à conversão de visitantes em clientes. Seu fundador, Thiago Santos, nascido na capital fluminense em 15 de março de 1994, afirma que ela já atendeu mais de 180 empresas, a maioria pequenos negócios. Ele é autodidata: aprendeu HTML e CSS por conta própria e depois acumulou cursos de marketing digital, texto publicitário (copy) e experiência do usuário (UX).

O que o comparativo diz, e o que não diz

Em termos simples, o comparativo da empresa sugere que, para cada 300 interessados, um negócio com site otimizado fecharia 14 contratos, e um sem site, 2. Santos resume a diferença como “sete vezes mais clientes cobrando o mesmo preço”. O número, porém, é declaratório. Não há informação sobre como os dois grupos foram formados, em que período foram medidos nem se os negócios com site otimizado já tinham mais demanda. Sem isso, não é possível separar o efeito do site do efeito de outros fatores, como anúncios, localização ou sazonalidade.

Os cases citados

Santos aponta dois clientes como prova do método. A Clínica Panda, de estética, comandada por Rayane Proença, teria registrado alta de 70% nas solicitações de consulta. A loja de Marcia Lebelson teria crescido 120% em vendas em três meses. O período da comparação não foi informado no caso da clínica, e em nenhum dos dois há detalhes sobre o que mais mudou além do site.

Segundo o fundador, os depoimentos das duas clientes, com avaliação de cinco estrelas, estão no site da DeixaOn e no Instagram da empresa. O caso de Marcia Lebelson tem página própria no ar. “Sempre me emociona quando um cliente escreve isso sem a gente pedir nada”, diz.

Uma família de comerciantes

Santos cresceu no Rio de Janeiro em uma casa em que os pais tinham comércio e o assunto cotidiano era cliente, balcão e como levar mais gente à porta. “Não era casa de rico, era casa de gente que precisava se virar”, conta. Ainda menino, viu o pai perder clientes para um concorrente que aparecia primeiro no Google. “O produto era melhor, o atendimento era melhor, mas o outro tinha um site simples e levava a clientela”, lembra.

A cena, diz ele, o fez perceber que o mercado já funcionava de outro jeito e que a maioria dos pequenos negócios ainda estava fora do jogo digital.

Aprender fazendo

Santos não seguiu uma formação tradicional. Começou mexendo em código por curiosidade, “quebrando coisas até funcionar”, e passou a estudar marketing digital em cursos avulsos. A justificativa é que o mercado muda mais rápido do que uma grade curricular. “Preferi aprender fazendo, errando e ajustando na hora”, afirma.

O primeiro projeto de verdade foi um site para um amigo pedreiro que queria aparecer no Google. Santos cobrou pouco. Segundo ele, o amigo recebeu três obras no primeiro mês. O resultado mudou a forma como ele via o trabalho: “Não estou vendendo site, estou vendendo cliente”. A empresa foi tomando forma a partir daí, primeiro com atendimento gratuito a conhecidos, depois com cobranças baixas, até chegar ao modelo atual, que Santos descreve como um site trabalhando 24 horas por dia “como um vendedor que nunca dorme”. O nome da empresa vem da expressão “deixar on”: manter o negócio ligado o tempo todo.

Da saída do emprego ao método

Santos conta que deixou um emprego fixo com pouca reserva financeira, sem uma rede grande de contatos e disputando espaço com agências já conhecidas. Houve meses em que, ao olhar o extrato, pensou em voltar ao regime CLT. Ele também reconhece erros de processo: refez um projeto três vezes, sem cobrar, porque não havia processado direito o briefing, o levantamento inicial do que o cliente precisa.

A virada veio quando parou de tratar cada projeto como um caso único. Criou um método em quatro etapas, diagnóstico, estratégia, construção e medição, e passou a recusar projetos sem chance de resultado mensurável. “Crescer sem processo é só queimar mais rápido”, resume. Outra decisão foi sair do trabalho solitário para montar equipe. Hoje, Valentina cuida do comercial e do suporte, e Renan, do desenvolvimento. Santos diz ter contratado pessoas melhores do que ele nas frentes que não são seu ponto forte.

Ele cita ainda como marco a primeira cliente que, depois de ver resultado, indicou três outras pessoas.

O que a empresa diz fazer de diferente

Segundo o fundador, a diferença em relação às agências está no ponto de partida. Em vez de começar pelo visual, a equipe parte da pergunta sobre o que faz o visitante pedir um orçamento. O trabalho envolve otimização para buscadores (SEO técnico), texto pensado para conversão, velocidade de carregamento e projeto voltado primeiro para o celular. O suporte, afirma, é feito por pessoas e responde em até 24 horas úteis, sem o sistema de chamados que “some no limbo”.

“Todo projeto começa com número e termina com número”, diz Santos. Para ele, a regra é atender apenas negócios cujo resultado possa ser medido.

“Um site que vende se paga sozinho com o primeiro cliente que ele trouxer.”

Rotina e projetos em andamento

O dia de Santos mistura atendimento, criação e correção de rota. De manhã, ele revisa os projetos e responde ao time. Ao longo do dia, fala com clientes para entender o negócio, envia propostas e acompanha o que está no ar. À noite, estuda SEO, testa ferramentas novas e trabalha em ideias de projetos pessoais.

A empresa desenvolve uma área do cliente com tickets e acompanhamento, além de ferramentas internas para acelerar a produção. Também está ampliando a linha Bio sites, páginas únicas prontas em poucas horas, com preço informado de R$ 22,90 por mês, voltadas a quem precisa de presença digital rápida. Outra frente é diversificar os cases em segmentos como saúde, comércio eletrônico, serviços e advocacia.

Metas e legado

A meta declarada é chegar a 500 empresas ativas nos próximos anos, mantendo o padrão de resultado e de suporte. Santos quer escalar os Bio sites e produzir conteúdo, como blog e ferramentas gratuitas, para ajudar o pequeno empresário antes mesmo de ele se tornar cliente.

Sobre o legado, diz querer ser lembrado como alguém que provou que o pequeno negócio pode competir de igual para igual com o grande na internet, sem precisar de orçamento de corporação. “O legado que eu quero é simples: empresas que abriram, contrataram gente e sustentaram família porque apareceram pra quem procurava. Site é o meio, o fim é gente”, afirma.

Fora do trabalho

Apesar de passar o dia diante de telas, Santos tem hábitos analógicos. É apaixonado por café, testa um grão diferente por semana e mantém um armário que, nas palavras dele, parece loja. Para desligar, vai à praia sem celular, só com a prancha e o mar. Na empresa, há uma piada interna: todo problema é culpa do Renan, apelidado de “culpado oficial”, mesmo quando não é.

A pergunta que permanece

A DeixaOn tem uma tese clara: site bom é o que traz cliente, e esse resultado precisa ser medido. O que ainda falta mostrar é se os números que sustentam essa tese, de 14 contra 2 e de 70% e 120% de crescimento, se repetem quando medidos por terceiros, em períodos e segmentos diferentes. É esse teste que dirá se a meta de 500 empresas ativas se apoia em um método reproduzível ou em casos pontuais bem-sucedidos.

Nota editorial: este perfil foi elaborado a partir de questionário respondido pelo próprio entrevistado. Números, cases, metas e preços são declaratórios e não foram verificados de forma independente. Fontes: deixaon.pages.dev, @deixa.on e marcialebelson.com.br.

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