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Brasil corre risco de “ficar em 1500” na economia da IA, alerta Mat Velloso – 14/07/2026

Resumo

Mat Velloso, 49, brasileiro que já comandou iniciativas de inteligência artificial em Microsoft, Google e Meta, advertiu que o Brasil “está...

Mat Velloso, 49, brasileiro que já comandou iniciativas de inteligência artificial em Microsoft, Google e Meta, advertiu que o Brasil “está perdido” na disputa pela nova economia moldada pela IA e, se nada mudar, corre o risco de “ficar em 1500”. A declaração foi dada em 14 de julho de 2026.

Com carreira construída no eixo tecnológico mais competitivo do mundo, o especialista comparou o salto que a IA deve proporcionar a países preparados com a estagnação daqueles que não definirem estratégias urgentes. O alerta mira diretamente o Brasil, que, segundo ele, ainda não articulou um plano nacional consistente para transformar pesquisa, mão de obra e infraestrutura em vantagens competitivas.

Ao citar sua passagem por gigantes como Microsoft, Google e Meta, Velloso argumentou que a combinação de investimento robusto, talento qualificado e políticas de fomento claras explica por que algumas nações avançam rapidamente. Esse tripé, segundo o ex-executivo, ainda não se consolidou por aqui. O comentário acende sinal amarelo para empresas e autoridades, lembra a editoria de Inteligência Artificial da S&N.

“O Brasil está perdido na corrida pela nova economia que deve surgir.” – Mat Velloso

Na leitura do Editorial S&N, a crítica expõe dois pontos sensíveis: a lacuna de investimentos em P&D e a demora na formação de profissionais aptos a criar – e não apenas consumir – soluções de IA. O mercado de trabalho já reage à mudança; empregos tradicionais perdem espaço enquanto novas funções, orientadas por dados e aprendizado de máquina, se multiplicam em ritmo acelerado nos polos tecnológicos globais.

Embora o especialista não tenha detalhado números, a comparação histórica — “ficar em 1500” — ilustra a magnitude do atraso que ele enxerga. Países que lideraram revoluções industriais anteriores consolidaram ganhos de produtividade que se estenderam por séculos. Ficar fora da curva agora significaria, para Velloso, repetir um ciclo de dependência tecnológica e econômica.

Para a S&N, esse movimento indica que empresas brasileiras terão de buscar parcerias internacionais, investir em capacitação contínua e pressionar por políticas públicas que priorizem nuvem, data centers e pesquisa acadêmica aplicada. Sem essas frentes, a fatia do PIB gerada por IA pode migrar para fora das fronteiras nacionais, pulverizando oportunidades locais.





A fala de Mat Velloso, portanto, ecoa além do ecossistema de startups: é recado para governos, universidades e corporações tradicionais. Se a inteligência artificial está prestes a redefinir cadeias produtivas inteiras, ficar “em 1500” não é uma metáfora distante — é um risco concreto de irrelevância econômica.

Próximos passos? Ainda não há sinal claro de estratégia federal abrangente. Enquanto isso, quem atua no segmento precisa acelerar: captar talento, fomentar pesquisa e criar aplicações de IA que resolvam problemas brasileiros, antes que outros países o façam por nós.

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