Fifa e seu presidente, Gianni Infantino, voltaram a sinalizar que “mais é melhor”: a entidade admite nos bastidores a possibilidade de reunir 64 seleções em futuras edições da Copa do Mundo, segundo reportagem da BBC.
O comentário reforça a marca pessoal de Infantino, no cargo desde 2016, de apostar em formatos cada vez mais robustos. Em declaração reproduzida pela rede britânica, a postura do dirigente sugere que o Mundial pode ganhar dimensão inédita, caso a proposta avance.
A Copa do Mundo, torneio de seleções organizado pela Fifa a cada quatro anos, já é o evento de maior audiência esportiva do planeta. Uma ampliação para 64 equipes exigiria calendário mais extenso, infraestrutura adicional e negociações complexas com federações, patrocinadores e emissoras. Esse movimento se alinha a outras tendências de expansão no esporte global, tema recorrente na cobertura de Tendências da S&N.
O que muda com 64 vagas em disputa
Na leitura do Editorial S&N, levar mais seleções ao principal palco do futebol teria efeitos imediatos:
- Logística: maior número de delegações pressiona redes de transporte, hospedagem e segurança.
- Mercado de mídia: cresce a quantidade de direitos de transmissão a negociar, o que pode impulsionar receitas ou fragmentar audiências.
- Inclusão esportiva: países historicamente ausentes ganhariam chance inédita de participação.
- Calendário: federações nacionais precisariam ajustar competições domésticas para acomodar um torneio mais longo.
Desafios à vista
Embora a Fifa não tenha oficializado formato, datas ou critérios de classificação, ampliar o Mundial suscita questionamentos sobre viabilidade financeira, sustentabilidade ambiental e equilíbrio técnico. Entidades continentais precisariam redesenhar eliminatórias para distribuir mais vagas, enquanto cidades-sede enfrentariam ampliação de custos operacionais.
“Se aprendemos algo com a gestão Infantino, é que mais é melhor”, resume o texto da BBC, indicando o norte adotado pela entidade máxima do futebol.
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Para a S&N, esse posicionamento reforça a transformação do esporte em plataforma de entretenimento global de larga escala. Ao multiplicar participantes, a Fifa aumenta pontos de contato com novos mercados, expande o ciclo comercial do torneio e amplia seu poder de barganha junto a patrocinadores. A contrapartida será convencer torcedores e agentes do futebol de que volume extra não compromete a qualidade técnica nem antecipa desgaste estrutural.
Sem calendário definido para a decisão final, a proposta já movimenta executivos de marketing esportivo, redes de TV e consultorias especializadas. Se virar realidade, o “Super Mundial” de 64 seleções pode redesenhar não apenas a geografia da Copa, mas também o mapa de receitas do futebol mundial, tendência que S&N seguirá acompanhando.
Com informações da BBC.


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