Alphabet, controladora do Google, está desenvolvendo um novo chip de inteligência artificial cuja missão é simples e direta: executar os modelos Gemini de forma muito mais eficiente, segundo informações obtidas pela imprensa norte-americana.
Lançado no fim de 2023, o Gemini é a família de modelos generativos multimodais do Google, capaz de processar texto, imagem, áudio e vídeo num mesmo ecossistema. Embora a companhia já utilize GPUs e aceleradores próprios (os chamados TPUs) em seus data centers, a iniciativa atual busca um salto adicional de desempenho, dessa vez com um circuito projetado especificamente para as exigências do Gemini.
Para a S&N, esse movimento indica uma estratégia de verticalização parecida com a adotada pela empresa em outras frentes, como os chips dos smartphones Pixel. A lógica é clara: quanto maior o domínio interno sobre a infraestrutura, mais difícil para concorrentes replicarem a experiência e menor a exposição a eventuais escassezes de hardware.
No curto prazo, a adoção de processadores dedicados deve otimizar a alocação de recursos na nuvem da big tech. O tema é particularmente relevante para clientes corporativos, que podem se beneficiar de custos de uso mais previsíveis em produtos baseados no Gemini, como o Duet AI para Google Cloud.
Na leitura do Editorial S&N, o passo da Alphabet reafirma a tendência de integrar hardware e software num único pacote de valor. Se o novo chip cumprir a promessa de ganhos substanciais, o padrão de referência para grandes modelos pode mudar – e a barreira de entrada para rivais, aumentar. A indústria de semicondutores, por sua vez, ganha mais um case de design sob medida para IA, consolidando a ideia de que, na próxima década, a diferenciação virá tanto dos algoritmos quanto do silício que lhes dá vida.
Mais sobre inovações em hardware e software está reunido na seção de tecnologia de S&N.


Comentários
Participe com respeito. Comentários passam por proteção anti-spam simples.