“The Odyssey”, novo filme de Christopher Nolan, estreou com um ingrediente que instigou fãs de cinema ao redor do mundo: a raríssima projeção em IMAX 70 mm. O formato, descrito pela Forbes como o mais cobiçado do momento, virou disputado objeto de desejo desde que os ingressos começaram a ser vendidos.
Em artigo publicado em 17/07/2026, a Forbes sintetiza a euforia do público:
“As The Odyssey lands, everyone is going IMAX 70mm crazy. But as many have noted, these are rare. So, if there isn’t one near you, which other format should you choose?”
A constatação de que poucas cidades contam com equipamento capaz de rodar a película de 70 mm levou espectadores a procurar alternativas — e, em muitos casos, aceitar longas viagens ou preços mais altos para garantir a experiência premium. Para quem não pretende encarar a maratona, a editoria Cultura da S&N detalha pontos que podem ajudar na decisão.
IMAX 70 mm: o que o torna tão especial?
O rolo de 70 mm registra uma área de imagem significativamente maior que a do tradicional 35 mm, o que resulta em nitidez superior e cores mais vivas. Na cabine, o projetor IMAX 70 mm utiliza película de 70 mm com 15 perfurações, combinação que, segundo especialistas da indústria, favorece telas gigantes ao ampliar imersão e profundidade de campo. Esse conjunto técnico justifica a fama do formato como “estado da arte” da projeção analógica.
Quando a sala IMAX 70 mm não está por perto
Na leitura do Editorial S&N, a escassez de equipamentos analógicos reforça duas tendências: a consolidação de versões digitais de altíssima resolução e o uso crescente de som imersivo para compensar a ausência do rolo físico. Auditórios que operam com projeção digital 4K ou laser oferecem qualidade respeitável, ainda que sem o grão característico da película larga. Para o público, a escolha passa por logística e preço: vale atravessar estados por alguns frames extras de definição?
A Forbes lembra que, independentemente do formato, “The Odyssey” chega às demais salas simultaneamente. Quem optar por versões digitais assistirá ao mesmo corte do diretor, preservando narrativa e mixagem de som. A diferença está na textura visual: pixels em vez de celuloide. Para muitos, a troca compensa se evitar filas lotadas ou passagens de avião.
Relevância para o mercado exibidor
Para a S&N, esse movimento indica que a experiência de sala continua a ser ativo estratégico do setor de entretenimento — sobretudo quando um título mobiliza formatos premium escassos. Distribuidores e exibidores monitoram a demanda para avaliar futuros investimentos em projetores analógicos, tecnologia cara e de manutenção complexa. A decisão envolve matemática simples: se a lotação recorde de “The Odyssey” se repetir em lançamentos seguintes, a conta pode fechar a favor de novas instalações em 70 mm.
No curto prazo, os números de bilheteria devem revelar se a mística do IMAX 70 mm sustenta o apelo de sala cheia ou se os espectadores seguirão satisfeitos com projeções digitais de alto padrão disponíveis em praticamente todo o país.
Editorial S&N.


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