Adam Mosseri, CEO do Instagram, contou em entrevista publicada pelo site Entrepreneur que, seja para vagas técnicas ou criativas, leva em conta três qualidades determinantes antes de aprovar qualquer contratação. O executivo lidera uma plataforma inserida no ecossistema da Meta que, somada a outros serviços do grupo, chega a 3 bilhões de usuários ativos mensais.
Segundo a reportagem, Mosseri não abre mão desse tripé de atributos porque acredita que a cultura corporativa depende mais do comportamento individual do que da definição tradicional de cargos. Ao centralizar o processo em características humanas, ele afirma reduzir erros de contratação e aumentar a coesão das equipes — ponto sensível em uma operação global que envolve times distribuídos e produtos em evolução constante.
Nesse sentido, o olhar para liderança e gestão deixa claro que a avaliação de perfis no Instagram vai além de competências técnicas. A declaração de Mosseri reforça a ideia de que o diferencial competitivo mora na forma como as pessoas pensam e se relacionam, não apenas no currículo.
Impacto sobre o mercado de talento
Para a S&N, esse filtro adotado por um dos nomes mais visíveis do setor digital indica uma tendência maior: empresas de alto crescimento tendem a priorizar valores comportamentais que sustentem a cultura em fases de expansão ou reestruturação. Com times híbridos, fusos horários diferentes e demandas que mudam rápido, a conexão entre colaboradores passa a ser tão estratégica quanto qualquer inovação de produto.
Referência para outras organizações
A postura do CEO do Instagram ecoa em companhias que já competem por profissionais qualificados em mercados saturados. Quando líderes divulgam critérios claros — e, no caso, restritos a três pontos —, tornam o processo seletivo mais transparente e aumentam a chance de atrair candidatos alinhados desde o primeiro contato.
Próximos passos
Mosseri não detalhou publicamente cada uma das três qualidades nesta entrevista, mas reforçou que elas balizam todas as decisões de contratação. Na leitura do Editorial S&N, a ênfase em princípios básicos e mensuráveis pode inspirar empresas brasileiras a repensarem fichas de vaga extensas que, muitas vezes, afastam talentos que se encaixariam na cultura interna.
Ao colocar o foco no que o candidato traz como pessoa — e não apenas no que sabe executar —, o Instagram sinaliza um movimento que pode redesenhar os padrões de recrutamento em tecnologia e, por consequência, em outros setores que acompanham de perto a dinâmica do Vale do Silício.


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