Seth Meyers, apresentador do “Late Night” na NBC, dedicou parte de seu monólogo desta segunda-feira a uma provocação direta ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O humorista qualificou o republicano como “ceifador dos esportes” (“The Sports Reaper”) depois que a seleção da Argentina, apoiada publicamente por Trump, perdeu a final da Copa do Mundo de 2026 para a Espanha.
Segundo reportagem do The New York Times, a piada ecoa uma narrativa recorrente nos programas de fim de noite: a ideia de que toda equipe ou atleta elogiado por Trump acaba sofrendo reveses logo em seguida. No caso mais recente, o alvo foi Lionel Messi, capitão argentino, elogiado pelo ex-mandatário nas redes sociais antes da decisão.
O humor político faz parte da tradição do formato de late-night, mas Meyers vem elevando o tom ao apresentar Trump como um talismã reverso do esporte mundial. Para o comediante, o ex-presidente seria responsável por uma corrente de azar que atingiu até o astro argentino, cuja busca pelo título terminou frustrada diante dos espanhóis.
A nova provocação de Seth Meyers
No monólogo, Meyers recorreu a metáforas fúnebres para ilustrar a suposta “maldição Trump”. Ele sugeriu que o republicano caminharia pelos eventos esportivos “apagando” as esperanças dos favoritos. A plateia reagiu com risadas e aplausos, reforçando a recepção calorosa ao quadro, mas nenhuma citação literal foi divulgada pelo Times.
Donald Trump, até o momento da publicação, não comentou a brincadeira. O ex-presidente costuma usar suas redes sociais para rebater humoristas ou veículos de imprensa, o que mantém expectadores e analistas atentos a uma possível resposta.
Por que a piada importa para a audiência brasileira
Na leitura do Editorial S&N, a provocação de Meyers vai além do entretenimento e exemplifica como personalidades públicas se tornam parte da conversa global sobre grandes eventos esportivos. A Copa do Mundo é um ativo de forte repercussão comercial, e qualquer menção de líderes políticos – positiva ou negativa – pode afetar a percepção de marcas, patrocinadores e até cotações de atletas.
Para empresas brasileiras que investem em marketing esportivo, a história reforça a necessidade de planejar com cuidado o uso de figuras políticas em campanhas. A exposição pode gerar engajamento, mas também imprevisibilidade, como demonstra o caso da Argentina. Ainda que a “maldição Trump” seja uma construção humorística, ela ressalta a velocidade com que narrativas se espalham e impactam reputações em escala internacional.
Seja qual for o próximo alvo das piadas de Seth Meyers, a combinação entre política e esporte continuará a fornecer material valioso para humoristas – e lições de gestão de imagem para o mercado.


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