Solar de varanda avança nos EUA, mas exigências de segurança podem limitar instalação sem eletricista

Solar de varanda avança nos EUA, mas exigências de segurança podem limitar instalação sem eletricista

Dezenas de estados nos Estados Unidos avaliam propostas para permitir a instalação de sistemas solares plug-in, conhecidos como solar de varanda, que exigem pouca ou nenhuma adaptação na rede elétrica residencial e prometem reduzir emissões e contas de energia.

O modelo já é popular na Europa: na Alemanha, moradores instalaram mais de um milhão de unidades. Em geral, esses conjuntos ocupam cerca de 2 metros quadrados e podem gerar até 800 watts, potência suficiente para alimentar um micro-ondas convencional.

No Brasil, a geração distribuída é regulada pela Lei 14.300 e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), mas não existe hoje uma categoria simplificada equivalente ao plug-and-play europeu que permita conectar painéis diretamente em tomadas residenciais. Em condomínios brasileiros, a opção mais comum continua sendo sistemas em telhados, geração compartilhada ou autoconsumo remoto. Em 2026, a ANEEL abriu consultas sobre o tratamento de excedentes de micro e minigeração distribuída e sobre a modernização da medição, debates que podem preparar o terreno para soluções residenciais menores e mais digitalizadas.

Nos EUA, embora muitas instalações “faça você mesmo” já tenham sido feitas na zona cinzenta regulatória, Utah foi o primeiro estado a permitir explicitamente esses sistemas no fim de 2025. A legislação de Utah removeu a exigência de interconexão para painéis abaixo de um limite de potência e que sejam certificados por um laboratório nacional de testes; propostas em outros estados, como Nova York, seguem linha semelhante.

Em janeiro, a UL Solutions lançou a UL 3700, um protocolo de testes para certificar sistemas solares de varanda e reduzir riscos. Especialistas identificam três preocupações principais: risco de sobrecarga de circuitos, incompatibilidade com tomadas externas que têm proteção por interrupção de falha à terra (GFCI) e risco de lâminas de plugues permanecerem energizadas se desconectadas.

A nova estrutura de testes recomenda o uso de uma tomada específica para esses painéis, com medidas de segurança incorporadas ao conector e ao próprio equipamento. Segundo Joseph Bablo, gerente de engenharia, energia e automação industrial na UL Solutions, “Eu sei que eles querem dizer ‘Sem eletricista, sem licenças’, ainda não chegamos lá.” Bablo afirma que o padrão-ouro é certificar o sistema completo e, no começo de maio, nenhum sistema solar plug-in havia sido totalmente certificado pela UL Solutions.

Apesar das exigências, Bablo acredita que a solução pode ampliar o acesso à energia solar, desde que seja implementada com segurança.

Com informações de Mittechreview