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Track “Semiramis’ Dream” mostra potencial da música gerada por IA

Resumo

O músico digital 1010Benja colocou a discussão sobre música gerada por IA em outro patamar com “Semiramis’ Dream”, faixa de abertura do EP Time...

O músico digital 1010Benja colocou a discussão sobre música gerada por IA em outro patamar com “Semiramis’ Dream”, faixa de abertura do EP Time Has Nothing To Do With What You Choose…. Criada por meio do gerador Suno, a composição traz batidas de jungle e refrão contagiante que vêm sendo apontados como prova de que a inteligência artificial pode, sim, entregar resultados sonoros eletrizantes.

A reação surpreende porque boa parte dos críticos trata as produções do Suno como “ofensivamente entediantes”. O próprio autor da análise que motivou este debate — fã assumido da artista experimental Holly Herndon, também ligada a IA — admite que dificilmente se empolga com obras oriundas de geradores. Dessa vez, porém, a energia explosiva da canção o fez rever objeções.

Esse choque positivo ocorre mesmo dentro de um EP cujo restante das faixas — são mais três — ainda não alcança, segundo a crítica, o nível conquistado no álbum Ten Total, lançado por 1010Benja em 2024. Ainda assim, a performance de “Semiramis’ Dream” tem sido suficiente para reacender o debate sobre criatividade assistida por algoritmos, tema recorrente na editoria de Inteligência Artificial da S&N.

Música gerada por IA desafia ceticismo criativo

Benja não pede desculpas por usar recursos de IA. A postura alinhada a uma ética “faça você mesmo, com qualquer ferramenta” sustenta a narrativa de que a tecnologia pode ser mais aliada que vilã no processo artístico. A faixa em discussão irrompe pelos alto-falantes com arranjos densos e pulsação de pista, conquistando ouvintes que antes torciam o nariz para sintetizadores autônomos.

Na leitura do Editorial S&N, o caso reforça um ponto estratégico: quando o criador mantém controle curatorial — escolhendo trechos, ajustando timbres e definindo contornos dramáticos — o algoritmo deixa de ser gerador “genérico” e passa a funcionar como extensão da visão humana. Isso altera tanto a percepção de valor como o próprio modelo de negócio, abrindo espaço para catálogos híbridos de autoria compartilhada.

Próximos passos para artistas e indústria

Ainda que os demais títulos do EP não alcancem o mesmo impacto de “Semiramis’ Dream”, a reação favorável sugere que teremos mais experimentos desse tipo em lançamentos futuros. Para gravadoras, plataformas de streaming e editoras, o episódio funciona como termômetro de aceitação de um público cada vez mais disposto a escutar produções que combinam criatividade humana e inteligência artificial.





Editorial S&N acompanhará os desdobramentos, de olho em outros artistas que, como 1010Benja, encaram a inteligência artificial não como ameaça, mas como palco para próximas tendências sonoras.

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