Jennifer Kavanagh, diretora de análise militar no think tank Defense Priorities, avaliou em entrevista ao programa “Forbes Newsroom” que os Estados Unidos “não ganharam nada e perderam muito” desde o início da guerra contra o Irã. A especialista falou à revista Forbes em meio a novos episódios de escalada militar relatados neste mês.
Segundo a reportagem do veículo norte-americano, Kavanagh traçou um quadro sombrio: além de custos humanos e financeiros, Washington estaria vendo sua posição estratégica se deteriorar sem contrapartida clara. Ela sugeriu que os objetivos declarados pela Casa Branca continuam indefinidos, enquanto o conflito se prolonga — circunstância que, na visão da analista, mina o apoio interno e expõe tropas e aliados a riscos crescentes.
O think tank Defense Priorities, com sede em Washington, defende há anos maior parcimônia no uso da força pelos EUA. A declaração de Kavanagh vai na mesma linha: para ela, recursos empregados no Oriente Médio deixam lacunas em outras frentes de segurança consideradas prioritárias pelo Pentágono. O alerta ecoa preocupações de investidores que monitoram, entre outros fatores, o impacto fiscal de operações externas — tema recorrente na editoria de Economia & Finanças da S&N.
Guerra EUA-Irã sob escrutínio
Sem citar números específicos, a diretora observou que a escalada atual amplia o risco de incidentes regionais se tornarem conflito aberto entre grandes potências. Para a Forbes, ela sublinhou que “o governo precisa esclarecer o que deseja alcançar” antes de comprometer ainda mais recursos. A fala reflete preocupação crescente em Washington com o efeito dominó de sanções, interrupções no fluxo de petróleo e instabilidade cambial.
“Os Estados Unidos gastam capital político e militar em troca de pouquíssimo retorno”, disse Kavanagh, segundo a transcrição divulgada pela Forbes.
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Na leitura do Editorial S&N, o diagnóstico da pesquisadora evidencia uma tendência global: campanhas militares prolongadas tendem a produzir desgaste de reputação, pressões fiscais e volatilidade nos mercados de energia — variáveis que repercutem também sobre exportadores de commodities e cadeias de suprimentos ligadas ao Brasil. Empresas nacionais que operam em logística, defesa ou óleo e gás já monitoram o cenário para ajustar contratos, estoques e seguros.
Embora Brasília mantenha distanciamento formal do conflito, o histórico mostra que choques geopolíticos afetam preços de frete, prêmios de risco e previsões de PIB. Para o leitor brasileiro, entender a avaliação de Kavanagh ajuda a antecipar movimentos de investidores globais e a calibrar estratégias de proteção cambial, diversificação de portfólio ou redimensionamento de projetos com insumos dolarizados.
Ao final da entrevista, a diretora de Defense Priorities reforçou que uma revisão da presença militar norte-americana no Oriente Médio poderia ser “ainda mais urgente” diante do atual quadro econômico doméstico dos EUA. Se a recomendação prosperar, analistas veem chance de redução de tensões — mas, até lá, incertezas seguem no radar dos negócios internacionais.


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