Existe um tipo de solidão pouco falado no mercado de trabalho: a de quem decide empreender sozinho dentro da economia criativa. Foi para enfrentar esse cenário que a empresária Thalitta Dolce fundou, em 2018, a Cedro Criativo – uma comunidade voltada a designers, videomakers e outros profissionais criativos autônomos espalhados pelo Brasil.
Um problema real por trás da criação

A ideia da Cedro Criativo surgiu de uma observação direta de Thalitta sobre o mercado publicitário brasileiro. Nos últimos anos, agências de publicidade enfrentaram um êxodo de profissionais criativos rumo à carreira autônoma, movimento impulsionado principalmente pela falta de reconhecimento financeiro dentro das agências. O problema é que, ao se tornarem “donos do próprio negócio”, muitos desses profissionais passaram a lidar sozinhos com uma carga administrativa, comercial e financeira para a qual não estavam preparados.
O ponto de virada para a criação da marca, no entanto, foi ainda mais sensível: Thalitta presenciou casos de colegas da área que tiraram a própria vida devido ao peso emocional gerado por essa transição. A partir daí, nasceu a convicção de que a categoria precisava de um espaço de suporte e pertencimento.
Uma comunidade, não uma agência
Diferente do que muitos imaginam ao ouvir falar de uma “comunidade criativa”, a Cedro Criativo não é um modelo de negócio fechado ou monetizado para seus membros. Aberta em canais como WhatsApp e Discord, ela reúne hoje 137 profissionais criativos autônomos, com o objetivo de facilitar indicações, trocas de serviço, inovação nos processos criativos e apoio mútuo entre quem executa o trabalho – não entre quem o demanda.
CEDRO SPRINT: a nova frente de negócio
Com o avanço da inteligência artificial e as mudanças no comportamento do mercado criativo, a marca desenvolveu recentemente a linha de serviços CEDRO SPRINT, voltada à criação de landing pages e marcas para pequenos e médios negócios – com foco especial em profissionais liberais como advogados, médicos, psicólogos e consultores. A proposta é unir tecnologia e criatividade sem abrir mão do toque humano, ético e autêntico no processo.
De estagiária a empresária

A trajetória de Thalitta ajuda a explicar a essência da marca que ela construiu. Nascida em Tangará da Serra (MT), começou a trabalhar aos 18 anos, ainda cursando Ciência da Computação na UNEMAT. Passou por agências de publicidade, atuou como suporte técnico de sistemas e, aos 21 anos, abriu seu primeiro negócio em sociedade. Hoje, à frente da Cedro Criativo, ela atua sozinha na gestão da marca, contando com a própria comunidade para executar as demandas que chegam até ela – um modelo que, segundo Thalitta, já rendeu resultados expressivos para clientes de diferentes setores, incluindo um projeto internacional para uma empresa alemã do setor de energia solar.
Inovação, humanidade e liberdade
É assim, em três palavras, que Thalitta resume a Cedro Criativo. Inspirada por nomes como Bill Gates, Steve Jobs e Washington Olivetto, ela defende que a economia criativa pode – e deve – ser leve, colaborativa e financeiramente recompensadora ao mesmo tempo. Para os próximos anos, a expectativa é de crescimento tanto da linha CEDRO SPRINT quanto do número de membros engajados na comunidade.


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