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Como reduzir emissões em hospedagem corporativa, indica masterclass

Resumo

Roomex, em parceria com o portal britânico edie, colocou a hospedagem corporativa no centro do debate climático ao conduzir uma masterclass on-line...

Roomex, em parceria com o portal britânico edie, colocou a hospedagem corporativa no centro do debate climático ao conduzir uma masterclass on-line sobre como medir e cortar as emissões de carbono ligadas às estadias de equipes em serviço.

Segundo reportagem do edie, essas viagens são essenciais para manter obras, operações industriais e serviços de campo em funcionamento, mas seus impactos ambientais costumam ficar fora do radar dos relatórios de sustentabilidade e das metas de net zero. Foi para fechar essa “lacuna de carbono” — expressão adotada no encontro virtual — que especialistas das duas organizações detalharam métodos de monitoramento e gestão das emissões geradas por diárias repetidas em hotéis.

A discussão ganhou relevância justamente porque, ao contrário das emissões diretas (escopos 1 e 2), o CO₂ associado a hospedagem faz parte das chamadas categorias indiretas, frequentemente classificadas como escopo 3. Nesse ponto, os apresentadores defenderam a inclusão sistemática dos dados de acomodação em todo inventário corporativo, passo visto como pré-requisito para decisões de compra mais sustentáveis. Para quem acompanha o tema de práticas de sustentabilidade corporativa, o movimento reforça a tendência de granularidade crescente na mensuração de carbono.

Por que a hospedagem fica fora do radar

Durante o evento, a equipe do edie observou que o custo da diária é, historicamente, o único critério levado em conta na hora da reserva. A falta de padronização dos relatórios de carbono dos hotéis e a fragmentação dos sistemas de reserva dificultam a visibilidade ambiental. Ao mesmo tempo, o volume agregado de noites reservadas por grandes contratantes pode superar, em emissões, itens que já recebem atenção, como voos de curta distância.

Ferramentas e métricas apresentadas

Representantes da Roomex mostraram como plataformas de gestão de viagens corporativas podem integrar índices de emissão por quarto-noite diretamente na tela de reserva, servindo de comparativo instantâneo para o gestor. A sugestão central foi estabelecer metas absolutas ou de intensidade (por exemplo, quilograma de CO₂ por empregado alojado) e adotar alertas visuais quando a opção escolhida superar esse limite.

Embora a masterclass tenha sido realizada no Reino Unido, os conceitos discutidos cruzam fronteiras. Para a S&N, esse movimento indica que as empresas brasileiras, sobretudo as que operam equipes móveis na construção, energia ou manutenção, precisarão em breve justificar cada real economizado em tarifa se o custo ambiental não for igualmente otimizado. No atual cenário de pressão regulatória — da Europa para o mundo —, quem sair na frente na coleta de dados de hospedagem poderá negociar melhor com fornecedores de hotelaria e, ao mesmo tempo, aprimorar a narrativa ESG diante de investidores.

Além de integrar métricas de carbono às políticas internas de viagens, os organizadores recomendaram treinar funcionários para identificar selos de sustentabilidade reconhecidos internacionalmente e, sempre que possível, concentrar compras em redes que ofereçam transparência de dados. A conclusão foi clara: acomodação continuará sendo item indispensável, mas deixar de mensurar seu impacto tende a se tornar exceção — e risco reputacional — no curto prazo.

Na leitura do Editorial S&N, o caso ilustra uma mudança de cultura na gestão de viagens: a lógica de menor preço isolado perde espaço para a de valor total, que inclui pegada ambiental, bem-estar do colaborador e reputação da marca. Empresas que internalizarem essa visão agora poderão converter exigências climáticas futuras em vantagem competitiva real.

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